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Bento Bento nega ligação a rapto e assassinato de Cassule e Kamulingue

  • Coque Mukuta

 Governador de Luanda Bento Bento

Governador de Luanda Bento Bento

Alegações são "banditismo político", diz governador de Luanda. Um dos presos pertencia "ao gabinete técnico" de um comité do MPLA.

O Governador e primeiro Secretário do MPLA, na Província de Luanda, Bento Bento negou peremptoriamente alegações de que estaria envolvido no rapto e assassinado dos activistas Isaías Cassule e Alves Kamulingue.




Em declarações num comício para assinalar os 57 anos da sua formação politica, Bento negou também que elementos da sua segurança estivessem envolvidos no crime acrescentando a colagem do seu nome ao caso Kamulingue e Cassule se destina a denigrir o seu nome e atingir directamente o presidente angolano José Eduardo dos Santos

No comício Bento Bento reservou mais de 30 minutos para falar sobre o que descreveu de “banditismo politico” por parte dos indivíduos que envolverem o seu nome no assassinato de Alves Kamulingue e Isaías Cassule.

“Gostaríamos em primeiro lugar desmentir todas as informações postas a circular nos jornais e noutras imprensas deque o Bento Bento vinha sido informado sobre o plano que levou ao assassinato dos dois jovens, Isaías Cassule e Alves Kamolingue,” disse.

“A pessoa que vos fala também foi sido informado pela mídia e não corresponde à verdade esta afirmação” disse.

Bento Bento disse que um indivíduo preso e citado em vários artigos de jornais como pertencendo á sua segurança é um colaborador do Gabinete Técnico do comité provincial de Luanda.

“O jovem que está detido nunca foi meu escolta nem mesmo membro do Comité Provincial do partido mas sim apenas um simples colaborador do Gabinete Técnico do Comité de Luanda,” disse mencionando ainda que quem se comporta desta forma não é do MPLA.

Continua a desconhecer-se oficialmente a identidade das pessoas presas pelo rapto e assassinato dos dois militantes.

Bento Bento disse que as investigações que levaram ás prisões foram ordenadas pelo Presidnete José Eduardo dos Santos.

O caso abalou as estruturas do poder tendo levado já à demissão do director do Serviços de Inteligência e Segurança do Estados, SINSE.

A sua demissão fo no entanto anunciada sem qualquer explicação poucos dias depois da Procuradoria ter anunciado ter efectuado prisões em relação ao caso.
Notícias não confirmadas afirmaram que entre os presos se encontram elementos ligados ao SINSE

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