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Bento Bembe: "Relatório da AI sobre Angola é mais do mesmo, sem importância nem influência"


Bento Bembe, secretário de Estado dos Direitos Humanos de Angola

Bento Bembe, secretário de Estado dos Direitos Humanos de Angola

Secretário de Estado dos Direitos Humanos diz que casos citados são declarações de apenas "falar só".

O secretário de Estado dos Direitos Humanos de Angola considera que o Relatório da Amnistia Internacional 2015/2016, que coloca o seu país na lista dos 18 maiores violadores dos direitos humanos, é mais do mesmo e uma acusação sem importância e sem influência.

Instado a reagir ao documento divulgado nesta quarta-feira, 24, António Bento Bembe disse à VOA que “quando as coisas são as mesmas elas perdem valor e qualquer pessoa sabe que isso não é verdade”.

Bento Bembe lembra que os partidos políticos e as associações actuam livremente em Angola, mas que qualquer nação “tem as duas negatividades e positividades”, e sublinha que “os Estados Unidos também têm”.

Para o secretário de Estado dos Direitos Humanos, Angola não acusa ninguém e não sabe por que razão “eles passam o tempo todo a acusar-nos”.

Quanto aos casos dos activistas presos e em julgamento, as condenações de José Marcos Mavungo e Rafael Marques e as manifestações proibidas, Bento Bembe classifica-os como “declarações em falar só”.

O governante lembra que todos os países têm problemas e diz que os casos citados estão no âmbito da justiça e “deve-se deixar a justiça resolvê-lo”.

“Eles não são os únicos que têm olhos, mas Angola também tem olhos”, reitera Bento Bembe em referência ao relatório da AI, para concluir que “essa teoria deles não tem muita importância, nem influência”.

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