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EUA prometem mais 6 milhões de dólares para desminagem em Angola

  • António Capalandanda

Christopher McMullen, embaixador dos Estados Unidos em Angola, em visita a um projecto de desminagem em Malanje (arquivo)

Christopher McMullen, embaixador dos Estados Unidos em Angola, em visita a um projecto de desminagem em Malanje (arquivo)

Embaixador McMullen esteve em Benguela para assinalar o fim da desminagem da área em torno da Barragem de Biopio financiada pelo governo americano

Passados 10 anos de paz em Angola, as minas terrestres continuam matar e a ameaçar varias comunidades rurais que têm acesso limitado a terra cultivável.

O Embaixador dos EUA Christopher McMullen que falava hoje, dia 06 durante a cerimónia de entrega de um campo desminado ao governo angolano, disse que o governo americano é o maior doador internacional na área de desminagem Angola e no mundo.

“Nós temos investido nas acções contra as minas em Angola porque apoiamos uma Angola pacífica, segura, saudável e próspera.”

O Departamento de Estado do Governo Americano financiou as operações da Halo Trust que limparam de minas 152.862 metros quadrados na comuna do Biopio, província de Benguela, anteriormente inutilizáveis para a agricultura. Foram destruídas cerca 5.730 minas antipessoais e 106 diversos engenhos explosivos.

Em representação da comunidade do Biopio, José Kalengue, disse que as explosões de minas fizeram feridos, muitos deles com os membros amputados.

“As minas afectaram física e psicologicamente muitas famílias desta comunidade com o desaparecimento dos seus membros e diferentes tipos de deficiência” disse Kalengue, acrescentando que “a destruição de minas realizada na comuna oferece a comunidade maiores possibilidades de realizarem as suas actividades.”

As minas terão sido colocadas pelos exércitos cubanos e FAPLA durante o conflito armado para proteger a barragem do Biopio, contra um eventual ataque do antigo braço armado da UNITA. Agostinho Estevão Felizardo é o vice-governador de Benguela.

“Esse trabalho que acaba de fazer aqui significa o libertar destas terras, o eliminar do medo e uma garantia de que a partir de agora as entidades e todas as demais populações que actuarem aqui, poderão fazer com confiança porque afinal esses campos estão livres de minas.”

Estudos recentes indicam que, cerca de 15 por cento da população continua a correr riscos em zonas ainda minadas. McMullen, anunciou que este ano o seu governo irá disponibilizar 6 milhões de dólares para a desminagem em Angola perfazendo 103 milhões desde o estabelecimento das relações diplomáticas com Angola a 20 anos atras.

“Felicito o governo de Angola pela sua cooperação com os Estados Unidos e com muitas organizações como Halo Trust que resultou na desminagem de muitas estradas, campos e instalações industrias a fim de tornar a terra disponível para escolas, hospitais, empresas e residências.”

Ao longo da sua visita a Benguela, o chefe da missão diplomática dos EUA em Angola deslocou-se a Universidade Katyavala Bwila, onde participou na abertura de uma apresentação sobre as oportunidades educacionais nos EUA e sobre o processo de solicitação de visto. O Embaixador visitou uma série de projectos que recebem fundos do Governo dos EUA.

Ontem o embaixador abriu as celebrações do vigésimo aniversário das relações diplomáticas entre Angola e os Estados Unidos da América.
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