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Eleições na UNTA em Benguela envolta em polémica

  • João Marcos

Benguela

Benguela

Candidatos trocam acusações.

Em Benguela, o candidato derrotado nas eleições da União Nacional dos Trabalhadores de Angola(UNTA), Caetano Tomás acusa o vencedor, José Joaquim Laurindo, de estar agarrado à liderança da organização, usando métodos anti-democráticos para travar outras candidaturas.

Ele diz que não teve mais do que três dias para realizar a campanha, ao passo que o seu adversário, já a caminho do terceiro mandato de cinco anos, esteve a "namorar" o eleitorado durante um mês. É um dos motivos que o levam a questionar a democracia em certas lideranças do movimento sindical em Angola.

Caetano Tomás, secretário-geral do Sindicato da Indústria Transformadora, teve de recorrer a Luanda para contrapor o travão imposto à sua candidatura pela Unta/Benguela, liderada precisamente pelo seu adversário.

Resolvida a questão, encontrou no tempo para a campanha eleitoral o segundo adversário, daí que tivesse aventado a hipótese de adiar a conferência.

Foram apenas três dias, é certo, mas suficientes para recolher 210 votos, contra os 245 do reconduzido secretário-geral da União dos Sindicatos.

Indignado, Caetano Tomás agarra-se a uma declaração do Presidente americano para criticar a postura de José Laurindo, que é também o líder do Sindicato da Educação e Cultura.

"Se numa comissão sindical das empresas exigimos dois candidatos, não percebo que nós, dirigentes dos sindicatos, vetamos outras candidaturas na união dos sindicatos. Gostamos de continuar a ser o mesmo. Tal como diz o Presidente Barack Obama, não podemos fazer da nossa vida a presidência, mas há pessoas assim, temos de corrigir", disse Tomás.

O candidato derrotado acrescenta que o movimento sindical está cheio de gente velha nos cargos de chefia.

Em resposta, Joaquim Laurindo fala em «jogo sujo» do seu opositor

"Se calhar, não imaginam que há panfletos que injuriavam o meu nome. Temos provas de papéis que circularam de banco em banco a dizer que eu tinha três mandatos e que a União dos Sindicatos bastava para mim, quando o terceiro começa hoje", denunciou Laurindo.

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