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Benguela com dificuldades para escoar produtos

  • João Marcos

Palácio do Comércio de Benguela

Palácio do Comércio de Benguela

Para além do Caminho-de-Ferro (CFB), o Corredor Económico do Lobito tem o Aeroporto da Catumbela com o futuro indefinido.

O país quer produzir para exportar, numa perspectiva de contornar a crise, mas os canais para o escoamento dos bens não estão a funcionar.

De Internacional, o Aeroporto da Catumbela, inaugurado pelo Chefe de Estado em 2012 no calor das últimas eleições legislativas, só tem o nome. Limitações técnicas, já assumidas no discurso oficial, adiam o início das operações para outros países.

"Esperava-se mais do investimento ali aplicado, qualquer coisa como 270 milhões de dólares", denota o pronunciamento do governador provincial de Benguela, tendo como referência o potencial marítimo da região.

‘’O carapau e a sardinha não são exportáveis, mas temos peixe para mandar para outros países. Temos aí um bom aeroporto, de onde deveriam sair todos os dias, às 16 horas, boeings em direcção a Frankfurt ou Madrid. São mercados que compram’’, sustenta Isaac dos Anjos.

Isaac dos Anjos vai ao encontro do passado e defende um aumento significativo do número de companhias de pesca.

‘‘É muito milhão de dólar para meia dúzia de pessoas. Não se aceita que tínhamos anteriormente mais de 300 empresas de pesca e que hoje tenhamos apenas seis. Só estes é que foram benzidos por Deus para pescar neste mar? Questiona Isaac dos Anjos, que promete, enquanto cidadão, continuar a criticar o que está mal.

Enquanto isso, há quem defenda a preservação do investimento no Corredor Económico do Lobito.

O economista e consultor internacional Fernando Heitor refere, em entrevista à VOA, que há uma amarga experiência capaz de servir de lição.

‘‘Hoje já não conseguimos circular pelas nossas estradas. Gastámos muito dinheiro para reabilitar estradas que, em menos de cinco anos, estão estragadas. Por isso espero que esta reabilitação do Caminho-de-Ferro tenha alguma qualidade’’, afirma o especialista, defensor de mudanças no campo tecnológico como ferramenta para atracção de negócios.

O Caminho-de-Ferro de Benguela foi projectado para quatro milhões de toneladas por ano.

Já o Aeroporto da Catumbela, à espera de um conjunto de certificações, tem capacidade para movimentar 2,2 milhões de passageiros/ano.

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