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Benguela aposta na produção do Sal

  • João Marcos

Benguela

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Governo e privados tentam alavancar a indústria.

A escassez de sal na província da Huíla faz soar o alarme até mesmo entre a classe de governantes, levando o ministro do Comércio, Fiel Constantino, a questionar a sua confrade das Pescas, gestora das políticas de produção.

Foi em Benguela, província que acaba de ganhar uma central de processamento industrial de sal marinho, inaugurado pela ministra Vitória de Barros Neto.

Com a entrada em funcionamento da unidade industrial do Chamume, apostada em fornecer 100 mil toneladas por ano, o dobro da produção actual em Angola, falou-se muito da perspectiva de exportação.

Uma das vozes optimistas, o ministro do Comércio, Fiel Constantino, achou conveniente, porém, travar a euforia, lembrando que o país regista ainda inúmeras dificuldades na distribuição deste produto de amplo consumo.

“Apesar de termos uma vasta extensão marítima, ainda registamos muitas dificuldades no abastecimento. Ontem mesmo soubemos que havia este problema na Huíla, por isso decidimos acompanhar a senhora ministra para sabermos como andam as coisas’’, explica o governante.

A unidade industrial, situada a 17 quilómetros da vila piscatória da Baía Farta, nas Salinas do Calombolo, quer chegar às 180 mil toneladas daqui a dois anos.

O investidor, o empresário Adérito Adérito Areias, ‘pisca o olho’ à banca, depois de ter aplicado um capital próprio de 10 milhões de dólares americanos, que gerou cinco mil postos de trabalho.

“Os bancos têm de colocar o seu dinheiro em projectos como estes. Ouvimos que o Keve estaria disposto a conceder linhas de crédito, penso que será bom, já que pretendemos aumentar a produção’’, refere o presidente do Conselho de Administração do Grupo Adérito Areias.

À ministra das Pescas, Vitória de Barros, coube proceder ao corte da fita.

Do seu discurso, extrai-se uma resposta às preocupações do sector do Comércio

“Temos um programa em curso desde 2011, a meta é apoiar os produtores para cobrir todas as necessidades do mercado angolano’’, sustenta a ministra, reafirmando que 2os esforços vão prosseguir’’

As necessidades actuais do país são de 250 mil toneladas por ano.

Dados apurados pela VOA indicam que, em 2015, a importação de 40 mil toneladas custou aos cofres do Estado oito milhões de dólares norte-americanos.

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