Links de Acesso

Luanda vai pedir contas ao armador do navio americano

  • António Capalandanda

Luanda vai pedir contas ao armador do navio americano

Luanda vai pedir contas ao armador do navio americano

O governo tenta dar uma justificação legal para retenção do navio

Luanda tenta dar uma justificação legal para retenção do navio, no porto do Lobito, durante duas semanas, face às críticas de que levou este braço de ferro com os americanos longe demais.

No seu comunicado o Ministério das Relações Exteriores de Angola, não informa as razões que levaram as autoridades angolanas a libertarem o navio americano que tinha sido retido no porto do Lobito e nem esclarece se as autoridades quenianas apresentaram uma documentação que certifique de que o material guerra pertenciam ao Quénia, mas apenas diz que as autoridades nacionais tomaram medidas preventivas para que este assunto não pudesse ter consequências negativas para outras nações.

O Ministério das Relações Exteriores de Angola comunica que pelas irregularidades verificadas e apesar da partida do respectivo navio, a empresa do Maersk Constellation será responsabilizada nos termos das leis aduaneiras angolanas.

O documento a que Voz da América teve acesso, explica que, as duas violações graves estiveram na origem da permanência em águas angolanas do navio, relacionadas com a falta de sinalização sobre os explosivos que levava a bordo e a falta de cooperação com as autoridades aduaneiras angolanas em relação à mesma, uma vez que declararam que o navio não transportava munições.

Refere ainda que, após a descoberta dos quatro contentores levantaram-se dúvidas sobre a sua origem e destino, facto que obrigou as autoridades portuárias do Lobito a fazerem uma nova inspecção a toda a mercadoria.

No decurso das investigações, acrescenta a fonte, o comandante do navio, além de não ter exibido a documentação apropriada apresentou outro documento que deixou dúvidas sobre a origem e o destino dos referidos contentores.

Neste contexto, abriu-se outra investigação que culminou com o descarregamento total da mercadoria existente para comprovar as declarações do comandante, concluindo-se que a carga não estava, de facto, considerada em total desrespeito às regras aduaneiras.

XS
SM
MD
LG