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"Depois do pânico, o caos em Bruxelas", relata embaixador cabo-verdiano na Bélgica

  • Redacção VOA

Jorge Borges, embaixador de Cabo Verde em Bruxelas

Jorge Borges, embaixador de Cabo Verde em Bruxelas

Moradora diz haver temor nas pessoas e que a comunidade muçulmana já sofrediscrminação.

Bruxelas é uma cidade fantasma, totalmente parada, só as autoridades de segurança e de saúde se movimento.

Depois do pânico inicial, há caos.

O metro não funciona, as escolas chamaram os pais para irem buscar os filhos, não há táxis, como diz à VOA Nilza dos Santos, uma cabo-verdiana radicada em Bruxelas há 23 anos.

“Bruxelas está deserta, as pessoas estão em casa e muito preocupadas porque pode haver mais atentados a qualquer momento e há um medo generalizado”, conta Santos.

A capital da Bélgica mudou nos últimos tempos, que "tem uma circulação diferente, por onde passamos há forças de segurança, os bairros são fechados de repente para buscas com aparato forte, carros blindados, helicópteros”, afirma à VOA o embaixador de Cabo Verde em Bruxelas.

Jorge Borges afirma que as pessoas evitam lugares de muita aglomeração e, na verdade, “pensava-se que com esse aumento da segurança, as ameaças tinham sido desmanteladas, mas pelos vistos não”.

Aquele diplomata admite haver temor de novos atentados, o que pode dificultar as movimentações na cidade que alberga a sede da União Europeia, mas acredita que “a partir de amanhã as coisas voltarão à normalidade, com as cautelas necessárias”.

Entre a comunidade cabo-verdiana, o neto de um conhecido músico que se encontrava no aeroporto teve algumas queimaduras, mas está bem e em casa.

O antigo jogador de basquetebol brasileiro Sebastien Bellin foi atingido por fragmentos de uma das bombas, que o feriram na perna esquerda e no quadril.

Nilza dos Santos, cabo-verdiana residente em Bruxelas, Bélgica

Nilza dos Santos, cabo-verdiana residente em Bruxelas, Bélgica

Quem começa a sofrer com esta situação é a comunidade muçulmana, na sua grande maioria proveniente ou descendente dos países do Magreb.

Nilza dos Santos reconhece que essa comunidade já começa a ser discriminada.

“Por onde quer são vistos de forma diferente, as pessoas ficam longe delas e embora não digam directamente vão comentando”, reforça aquela imigrante.

As explosões ocorreram quatro dias após a prisão, em Bruxelas, de Salah Abdeslam, principal suspeito pelos ataques de Paris em Novembro.

Desde o início da semana passada, a polícia belga faz buscas por suspeitos de terem participado dos atentados de Paris que deixaram 130 mortos e mais de 200 feridos.

Um suspeito foi morto após a invasão de um apartamento.

Na segunda-feira, a polícia divulgou a identidade de outro suspeito de envolvimento com os ataques.

Conhecido sob a falsa identidade de Soufiane Kayal, ele foi identificado como Najim Laachraoui, mas desconhece-se o seu paradeiro.

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