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Barco procurado pela Interpol naufraga perto de São Tomé

  • Óscar Medeiros

A tripulação do navio Thunder é suspeita de prática de pesca ilegal e captura de espécies em extinção.

Um navio pirata procurado pela Interpol afundou-se na noite passada nas águas territoriais de São Tomé e Príncipe. A bordo estavam quarenta marinheiros que foram resgatados por uma embarcação de protecção do ambiente marinho que se encontrava perto do local do acidente.

O navio de pesca que naufragou na noite passada nas águas territoriais de São Tomé e Príncipe a noventa e cinco milhas da costa tinha bandeira Nigeriana e estava a ser procurado há vários meses pela Interpol. A tripulação do Thunder é suspeita de prática de pesca ilegal e captura de espécies em extinção. A embarcação partiu de águas internacionais com destino a São Tomé e Príncipe e segundo o Comandante da Capitania dos Portos Rui Vera Cruz tinha vários objectivos caso chegasse ao porto de São Tomé, entre eles a preparação de um novo registo e obtenção de licença para pescar nas águas do arquipélago.

Entretanto o navio procurado pela Interpol afundou-se um dia antes da chegada prevista ao porto de São Tomé. Á bordo estavam quarenta marinheiros de diferentes nacionalidades. A maioria são Indonésios. Há também Chilenos, Espanhóis e um Português. Todos chegaram são e salvos ao proto de São Tomé resgatados por uma embarcação de protecção de ambiente marinho que se encontrava perto do local do afundamento.

No entanto num comunicado distribuído esta manha a imprensa a ONG internacional Sea Shephed, vocacionada para a defesa do ambiente marinho que também vem seguindo o navio Thunder há vários meses diz que o afundamento da embarcação terá sido provocado pela sua própria tripulação.

Por ironia do destino o alarme de socorro accionado pelas autoridades Santomenses, após o pedido de ajuda emitido pelo centro de informação do Gana foi atendido pela mesma equipa da embarcação do Sea Shephed que vinha perseguindo o navio pirata desde a zona da Antártica onde fazia pesca ilegal.

Por seu lado o Comandante da Guarda Costeira Santomense Idalécio João, que também é membro da delegação da Interpol em São Tomé e Príncipe, garante que só soube que o navio Thunder estava a ser procurado pela Polícia Internacional depois do incidente que ocorreu ontem à noite na zona económica exclusiva do país.

Os quarenta marinheiros do Thunder estão agora sob investigação da PIC, Polícia Santomense de Investigação Criminal e da delegação da Interpol no país.

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