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Barack Obama escreve carta aos americanos com o seu legado

  • Redacção VOA

Barack Obama

Presidente americano enumera a recuperação económica, redução das operações militares, seguro de saúde e acordo sobre mudanças climáticas.

O Presidente Barack Obama escreveu uma carta nesta quinta-feira, 5, aos americanos na qual defende o seu legado em matéria de atenção de saúde pública e noutros sectores.

A Casa Branca distribuiu a carta do Presidente com balanços de cada um dos membros da Administração em que descrevem os progressos obtidos desde que Obama chegou ao poder, em 2008.

"No dia em que me preparo para passar o bastão e fazer minha parte como um cidadão, estou orgulhoso de dizer que estabelecemos uma nova fundação para os Estados Unidos", expressou o Obama, que, entre as conquistas, mencionou a recuperação económica, a redução das operações militares no Afeganistão e no Iraque, a drástica queda na dependência de petróleo estrangeiro e a assinatura dos acordos de Paris sobre mudanças climáticas.

Além disso, Obama falou da reforma do sistema de saúde pública, que se popularizou com o nome de Obamacare, iniciativa que o futuro Presidente Donald Trump prometeu eliminar.

Obama já lançou uma ofensiva do Partido Democrata para tentar salvar a Obamacare no Congresso, com uma rara visita ao Capitólio ontem para preparar as suas tropas ao que parece ser a primeira batalha do próximo governo.

O vice-presidente eleito, Mike Pence, também se apresentou ao Congresso para persuadir as bancadas conservadoras, que controlam as duas casas.

"O primeiro ponto da agenda é rejeitar e substituir a Obamacare", disse Pence à imprensa depois de uma reunião com parlamentares do partido Republicano.

Na carta divulgada nesta quinta, Obama também disse que os Estados Unidos "iniciaram a árdua tarefa de reverter a desigualdade".

Nesta tarefa, afirmou, "não ajudará retirar cobertura médica a cerca de 30 milhões de americanos, a maioria deles brancos e da classe trabalhadora".

Obama acrescentou que também não ajudará a combater a desigualdade negar o pagamento de horas extras, privatizar os serviços de saúde ou permitir que o sistema financeiro representado por Wall Street "volte a se regularizar por si mesmo

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