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Barack Obama: "há um trabalho inacabado para a paz" entre israelitas e palestinianos

  • Redacção VOA

Barack Obama no funeral de Shimon Peres

Barack Obama no funeral de Shimon Peres

Presidente Obama fez o elogio fúnebre de Shimon Peres.

O Presidente americano considerou que o antigo primeiro-ministro de Israel e Prémio Nobel da Paz Shimon Peres deixou uma lembrança de que há "um trabalho inacabado pela paz".

Barack Obama fez estas declarações nesta sexta-feira, 30, em Israel no funeral de Peres e no qual fez o elogio fúnebre.

Na ocasião, ele destacou a presença do Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas.

Obama afirmou ainda que Shimon Peres lembrava "os gigantes do século 20", como Nelson Mandela ou a rainha Isabel II do Reino Unido.

Um dos momentos altos da cerimónia foi o aperto de mãos entre Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tendo os dois falado durante alguns minutos.

Dezenas de líderes do mundo inteiro, entre os quais, os presidentes francês e alemão, assistiram ao enterro de Shimon Peres, que foi sepultado a poucos metros de outro Prémio Nobel da Paz, Yitzhak Rabin.

Manifestante pela paz

Shimon Peres morreu no passado dia 28 aos 93 anos, duas semanas após sofrer um grave derrame.

Descrito como manifestante pela paz no Médio Oriente, Peres teve forte influência na política israelita por cerca de 70 anos.

Apesar de muitas décadas de rivalidade com Peres, o primeiro-ministro do Israel, Benjamin Netanyahu, político de direita que derrotou o então Partido Trabalhista na eleição de 1996, elogiou-o como um corajoso e visionário homem de centro-esquerda.

"Houve muitas coisas que concordamo, e o número cresceu à medida que os anos passaram. Mas tivemos desentendimentos, uma parte natural da vida democrática", disse Netanyahu após "um minuto de silêncio" num encontro de gabinete convocado a segui ao anúncio da morte.

Peres foi primeiro-ministro mais de um vez, embora nunca tenha vencido uma eleição geral definitiva em cinco tentativas, de 1977 a 1996.

Posteriormente, ele serviu como presidente, uma função que é em maior parte cerimonial, de 2007 a 2014.

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