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2013 - A politica estrangeira de Barack Obama

  • Dan Robinson

Presidente Barack Obama

Presidente Barack Obama

2013 foi um ano de desafios para o presidente Barack Obama no domínio da política externa. Da guerra civil na Síria, à convulsão no Egipto, passando pelas negociações nucleares com o Irão, até ao relacionamento com a China e a Rússia, o presidente espera que 2014 não seja muito diferente.

O presidente Obama teve um ano de 2013 muito sobrecarregado, desde a resposta dada aos ataques na Síria com armas químicas, ao contacto telefónico com o novo presidente iraniano e as negociações para um acordo nuclear.


Efectuou uma cimeira com o dirigente chines, visitou África, e prestou homenagem a Nelson Mandela.

Foi afectado pelas revelações das escutas electrónicas que provocaram tensão com aliados dos Estados Unidos.

Obama participou na Rússia, na Cimeira dos Gê Vinte, mas cancelou um encontro com o presidente Vladimir Putin.

Em Setembro, no discurso perante a ONU, reconheceu o que classificou de hostilidade contra o envolvimento mundial da América, mas referiu que seria um erro um distanciamento.

Acredito, referiu o presidente Obama, que a América deve permanecer envolvida por razoes da sua própria segurança. Acredito igualmente que o mundo será melhor.

Daniel Serwer, da Escola de Estudos Internacionais Avançados de Johns Hopkins, sustenta que no caso da Síria, obteve um acordo para a remoção das armas sem uma acção militar, mas que muito mais se encontra em jogo.

Existe um domínio crescente da oposição por parte de extremistas, refere Daniel Serwer, que vão constituir um problema muito serio para nós no caso da queda do regime de Bashar al-Assad, já que os países vizinhos estão cada vez mais abalados com a estrutura do estado como no caso do Iraque, da Jordânia, da Turquia e do Líbano.

Heather Conley do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais coloca em dúvida a possibilidade de Obama permanecer envolvido na política estrangeira.

Segundo Heather Conley muitos dirigentes mundiais interrogam-se sobre a possibilidade do presidente Obama conseguir ultrapassar os desafios internos para se centrar nos problemas da arena internacional.

Em 2014, o ritmo da retirada do Afeganistão, dos militares dos Estados Unidos e da NATO, vai acelerar.

Conley acrescenta que os Americanos e o mundo esperam que Obama clarifique os resultados e os custos de um longo e sangrento conflito.

Uma sondagem recente apresenta o diminuir do apoio dos Americanos ao envolvimento global, um desafio que Obama acredita ser o papel dos Estados Unidos.

Daniel Serwer considera que a diminuição da influência Americana é devida essencialmente ao presidente Obama embora sejam muitos os países onde a influência americana ainda é muito elevada.

2014 irá trazer mais desafios com a continuação das negociações nucleares com o Irão, a conferencia de paz para Síria marcada para Janeiro, e o relacionamento incerto de Washington com o Afeganistão e o Paquistão, a China e a Rússia.
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