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Bancos americanos exigem que Angola afaste pessoas politicamente expostas das instituições financeiras

  • Coque Mukuta

Caso contrário, o país continuará a não ter acesso a dólares.

Os bancos americanos fizerem saber, durante a recente visita efectuada aos Estados Unidos pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Valter Filipe, que as autoridades de Luanda devem afastar da estrutura accionista dos bancos comerciais as chamadas Pessoas Expostas Politicamente (PEP), uma designação internacional para classificar pessoas com funções públicas ou políticas, caso contrário o país continuará a não ter acesso a dólares.

Em tempo de crise financeira e económica, especialistas recomendam ao Governo mudar a postura e negociar com as entidades americanas.

A medida afecta directamente três filhos do Presidente José Eduardo dos Santos: Isabel dos Santos, que tem uma posição de peso no BFA e BIC, José Filomeno dos Santos, no Standard Bank, e Welwitschia (Tchizé) dos Santos, no Banco Prestígio.

Mumbika diz ainda que Angola tem uma gestão bastante promíscua e duvidosa e que muitas das pessoas expostas publicamente no país “são testas-de-ferro de negócios ilícitos”.

O gestor económico Faustino Mumbika prevê como saída “uma mudança de postura por parte de Angola, levando a uma gestão mais transparente e de boa governação”.

Com esta medida, e caso não houver uma mudança na estrutura dos bancos comerciais, aquele especialista prevê o agravamento da crise no país.

“Eu acho que a melhor saída é o Governo angolano atender às exigências de boa governação”, defendeu Mumbika.

Por outro lado, o docente universitário de Relações Económicas, Osvaldo Mboco, recomenda “negociações com entidades norte americana para ultrapassar esta fase”.

O Governo ainda não se pronunciou sobre esta medida tomada pelas instituições bancárias americanas.

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