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Banco sem dinheiro causa transtorno no Uíge


Angola - Banco Poupança e Crédito - BPC

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Clientes dizem que banco não explica o que se passa

A falta de dinheiro nas dependências do Banco de Poupança e Crédito do Uíge está a causar sérios problemas e irritação às pessoas que ali possuem contas.

O problema que mais deixa a população irritada é o facto deste tipo de situação ocorrer apenas no banco que recebe o dinheiro a partir da conta única do tesouro e faz a distribuição aos bancos de gestão diária.

Pelo menos nas duas últimas semanas, os clientes do BPC, na cidade capital da província do Uíge, têm feito uma série de reclamações sobre a falta de dinheiro nas caixas de atendimento, seja em pontos alternativos, e até nas áreas externas das próprias agências.

Os responsáveis do banco ate agora não se pronunciaram.

A funcionária pública Albertina José disse que teve que se deslocar do município do Songo para a cidade capital para obter dinheiro para fazer a feira.

“Tive que pegar um táxi de casa até aqui apenas para sacar (dinheiro) e ainda tive dificuldade, porque nem todos os caixas têm dinheiro”, disse a dona de casa. “Perdi tempo e ainda tive que gastar dinheiro com as passagens”, completou.

Ramos Afonso, de 45 anos, foi ao Banco no sábado e constatou a falta de dinheiro, segundo ele, "o Banco precisa atender a demanda da população e evitar ao máximo esse problema".

“Fiquei sem saber o que fazer. Precisamos pagar as nossas contas e quando se vem ao Banco tirar dinheiro não se encontra nada”, disse.

“O Banco precisa ter um trabalho mais dedicado sobre isso. Precisa ter dinheiro para todos. Eu não gosto de vir logo que o dinheiro sai, porque tem muita gente, mas se espero diminuir posso ficar sem receber. O que eu posso fazer?”, questiona-se Ramos Afonso.

Desta forma ninguém pode garantir pagamento para o fim-de-semana, nem planear levantar dinheiro para viajar, pois já se tornou rotina o cliente ir ao BPC do Uíge ao fim-de-semana e sair frustrados, por não encontrar dinheiro no banco e a revolta maior é não obter uma resposta para o problema.

“A semana inteira foi uma negação, o banco lotado e os caixas zerados uma verdadeira falta de respeito ao cliente que paga altas taxas e quando vem buscar o que é seu não encontra”, disse revoltado o professor Mário Santos.
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