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Enviado de Ban Ki-moon a caminho de Tripoli


Ban Ki-moon

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Irá tentar negociar um acordo para encontrar uma solução política para o conflito

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou para um fim imediato dos combates e dos ataques contra a população civil na Líbia. Ban Ki-moon anunciou que o seu enviado especial à capital líbia, Tripoli, irá tentar negociar um acordo para encontrar uma solução política para o conflito.
O secretário-geral da ONU disse que falou com o primeiro-ministro líbio, Baghadi al_Mahmoudi pelo telefone, na terça-feira à noite, tendo-lhe manifestado a sua preocupação acerca da necessidade de proteger a população civil.
Ban Ki-moon revelou ter dito ao chefe do governo de Gadhafi que "as autoridades líbias têm que parar de atacar civis e que "tem que haver um cessar-fogo imediato e verificável, negociações no sentido de uma resolução pacífica do conflito, acesso ilimitado para os trabalhadores de organizações humanitárias". O primeiro-ministro líbio concordou em receber o enviado especial do secretário-geral, Al-Khatib a quem Ban Ki-moon deu instruções para seguir para Tripoli, "o mais depressa possível".
Ban Ki-moon adiantou que o primeiro-ministro líbio lhe sugeriu que o seu governo está disposto a aceitar um cessar-fogo imediato, monitorado pela ONU e pela União Africana. Mas, o chefe da ONU disse que, acima de tudo, a violência tem que terminar na sequestrada cidade de Misrata para que a ajuda humanitária possa chegar aqueles apanhados no fragor dos combates.
Referindo-se à Síria, o secretário-geral da ONU voltou a exortar ao presidente Bashar al-Assad para que escute aqueles que reclamam reformas e liberdade. E pediu às forças de segurança sírias para que desistam da utilização massiva da força e das detenções arbbitrárias de manifestantes pacíficos.
Ban Ki-moon disse ter falado com o presidente Assad há quatro ou cinco dias atrás e o presidente sírio convidou a ONU a fazer uma avaliação da situação humanitária, convidando uma equipa das Nações Unidas a visitar a Síria.Disse o secretário-geral da ONU:“Estou desapontado que não tenha sido autorizado o acesso de uma equipa de avaliação da ONU para avaliar a situação directamente em Deraa e a outras localidades. Continuamos a pressionar as autoridades sírias a garantir o acesso da ONU para se poder fazer uma avaliação independente e imparcial da situação em Deraa e noutras cidades afectadas pelos recentes actos de violência e para planificar uma resposta para uma necessária ajuda humanitária”.
O secretário-geral da ONU disse ainda ter exortado o presidente sírio a envolver-se num diálogo com o seu povo e a tomar medidas corajosas e decisivas, antes que seja tarde demais.

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