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Auxiliares de limpeza do Politécnico de Uíge estão sem salários há quatro meses


Aspecto da cidade de Uíge

Aspecto da cidade de Uíge

Acusam ainda a directora do Instituto de Formação Politécnico Manuel Quarta Mpunza de as chamar de "escravas".

As auxiliares de limpeza do Instituto de Formação Politécnico Manuel Quarta Mpunza no Uíge não recebem os seus salários há quatro meses.

De acordo com uma fonte que pediu o anonimato com medo de represálias, os atrasos no pagamento dos salários são constantes naquela instituição de ensino, embora desta vez tenha atingido um grau insuportável devido ao elevado custo de vida.

Apesar dos atrasos salariais, a mesma fonte disse à VOA que as auxiliares são vítimas de maus tratos por parte da entidade empregadora.

“No local de trabalho nos tratam mal, atrasam o pagamento dos salários e no dia do pagamento ainda chamam-nos nomes e dizem somos escravas, a directora da instituição ofende-nos moralmente, não sabe falar com os trabalhadores”, revelou outra auxiliar de limpeza que também preferiu não revelar o nome.

A fonte indicou ainda que o salário não chega ao mínimo nacional.

“O salário que recebemos é de 14.000 kzs, e graças a uma empresa que nos contratou estamos a fazer o desconto de valores para a caixa social, a instituição não se importava com isso”, concluiu.

A VOA tentou falar com a direção do Instituto de Formação Politécnica Manuel Quarta Mpunza no Uíge, mas sem sucesso.

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