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Autoridades sul-africanas lançam "Operação limpeza" contra imigrantes ilegais

  • Simião Pongoane

Joanesburgo, África do Sul(Arquivo)

Joanesburgo, África do Sul(Arquivo)

Julgamento dos assassinos de moçambicano continua amanhã, 13.

A policia sul-africana apoiada por militares fortemente armados intensifica a chamada “Operação limpeza” que consiste na detenção e deportação de imigrantes ilegais.Alguns foram enganados com promessas de tratamento flexível de documentos legais para viverem na África do Sul, mesmo sem emprego formal.

A Embaixada e Consulado-Geral de Moçambique, bem como líderes das comunidades na África do Sul, foram apanhados desprevenidos, sem informação oficial da operação.

“Aquilo que aconteceu foi uma surpresa porque a Embaixada, o Consulado Geral e nós, líderes das comunidades, fomos apanhados de surpresa”, disse Suleimane Gulamo Suleimane, presidente das comunidades moçambicanas em Gauteng.

Juristas e advogados têm sido impedidos de ter acesso aos detidos nas esquadras da Policia.

Organizações dos direitos humanos acusam o Governo sul-africano de prática de xenofobia institucionalizada e exigem que a deportação seja interrompida por duas semanas.

No entanto, oficiais da policia e do Ministério dos Assuntos Internos dizem que a operação visa combater a criminalidade e recuperar edifícios abandonados ilegalmente que foram ocupados por imigrantes.

Entretanto, amanhã, quarta-feira, 13, vai ser retomada em Alexandra, periferia da zona de cimento da cidade de Joanesburgo, a audiência judicial dos quatro jovens sul-africanos acusados de envolvimento na morte do imigrante moçambicano Manuel Jossias Sithole há três semanas.

Dois dos quatro jovens têm advogado privado e querem caução, para aguardarem julgamento fora da cadeia.

O Governo sul-africano considera que Manuel Jossias Sithole foi vítima da criminalidade, enquanto muitas testemunhas dizem que ele foi brutalmente assassinado no auge da onda de ataques contra imigrantes africanos nas províncias de Kwazulu Natal e Gauteng.

Dos sete mortos que o Governo sul-africano admite terem sido vítimas da xenofobia, quatro eram estrangeiros, nomeadamente de Moçambique (Dava Sebastião), Zimbabwe(Muvo), Etiópia (Marcus Natas) e Bangledesh(ShaoficShaof Ui Alam).

Os outros três eram sul-africanos.

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