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Autoridades proíbem manifestação em Cabinda e avisam de consequências

  • José Manuel
  • Redacção VOA

Aldina da Lomba Katembo

Aldina da Lomba Katembo

Organizador diz que governo e polícia violam a lei pelo que a manifestação vai continuar

A tensão aumenta em Cabinda depois de o governo ter anunciado a proibição da manifestação programada para Sábado, 14, enquanto os organizadores avisam que a mesma seguirá em frente.

As autoridades angolanas disseram que a manifestação para protestar contra violações dos direitos humanos e a má governação seria um perigo para “a ordem pública”.

Em comunicado de imprensa o governo da província proibiu a realização da marcha e abstém-se de quaisquer responsabilidades pelas consequências sofridas por quem aderir à manifestação.

Entretanto a polícia nacional adverte aos organizadores e à população em geral que vai accionar todas as medidas legais contra as pessoas que desobedecerem à lei e inverterem a ordem e tranquilidade públicas.

A decisão das autoridades foi tomada após a chegada a Cabinda do chefe da casa Militar da Presidência, o General Kopelipa que não fez contudo qualquer declaração pública.

Um dos patrocinadores da manifestação, José Marcos Mavungo, disse que o direito à manifestação está consagrado na constituição e que os organizadores obedeceram à lei informando com antecedência o governo da sua intensão.

Como tal serão as autoridades que violam a lei caso tentem parar a manifestação que, segundo disse, irá continuar.

"Só nos podem parar pela força das baionetas", disse Mavungo.

"Produzimos tudo e não temos nada e por isso estamos fartos", acrescentou.

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