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Autoridades de Malanje expulsam imigrantes em situação ilegal

  • Isaías Soares

Director Provincial dos Serviços de Migração e Estrangeiros em Malange Henriques Ipaca

Director Provincial dos Serviços de Migração e Estrangeiros em Malange Henriques Ipaca

Foram expulsos 395 cidadãos estrangeiros, dos quais 215 da República Democrática do Congo.

Os Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) em Malanje repatriaram desde o segundo semestre de 2013 cerca de 400 cidadãos estrangeiros em situação migratória ilegal.

O director provincial daquele órgão do Ministério do Interior Henriques Ipaca disse numa mesa redonda organizada pela Delegação do Ministério do Interior que entre 10 e 15 cidadãos estrangeiros ilegais são detidos semanalmente no território daquela província.

“Só neste período que vai de Junho do ano passado até a presente data nós conseguimos expulsar da província 395 cidadãos estrangeiros, com destaque para cidadãos da República Democrática do Congo(RDC) com 215, tanto outros oeste-africanos, guineenses, ivoirienses, malianos, chineses, etc.”, confirmou.

A província de Malanje, com uma fronteira fluvial de 147 quilómetros com a RDC é utilizada como corredor pelos imigrantes ilegais para chegarem à capital angolana e provinciais limítrofes.

O director dos Serviços Penitenciários, subcomissário Chinhama Samuel Jamba, precisou que actualmente estão nas unidades prisionais três cidadãos da RDC condenados e 20 recolhidos pelos SME que aguardam pelo repatriamento.

A presença dos mesmos acarreta despesas para aquele órgão do Ministério do Interior que assinalou esta semana 35 anos de existência.

A presença de estrangeiros ilegais em Angola está substancialmente a alterar os hábitos, usos e costumes dos cidadãos nacionais, referiu o Monsenhor Inácio Gonçalves.

“Fere a nossa personalidade cultural e é necessário que se tomem medidas neste sentido, guardados e respeitados os direitos humanos para se pôr cobro a esta avalanche”, referiu, acrescentando “com essas mentalidades que não são nossas criar-se-ão muitas contradições, muitas lutas, muitos desentendimentos e a família angolana sofrerá muito”.

De acordo com aquele religioso, "os ilegais entram no país a coberto de igrejas, mas na realidade o mercantilismo domina a sua presença, para além de interesses obscuros como os registados na Nigéria, onde seitas religiosas tornam-se em grupos de guerrilheiros armados contra os cristãos".

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