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Autenticidade ou influências na música angolana, eis a questão.

  • Pedro Dias

Lito Graça

Lito Graça

Lito Graça discorre sobre este tema, à luz da realidade das músicas angolana e portuguesa.

Será que se pode falar em autenticidade na música sem falarmos de influências? Talvez sim, talvez não. Lito Graça é baterista do Grupo Semba Master, residiu em Portugal durante 17 e anos e diz conhecer muito bem a canção portuguesa.

Ele chama aos portugueses de renitentes por defenderem os seus ritmos tradicionais de qualquer outra influência musical, seja ela de Angola, Ásia ou América.

O fado, por exemplo, tem resistido ao longo de muitos anos. A sonoridade de Amália Rodrigues, de Carlos do Carmo a Mariza tem sido a mesma. O músico angolano diz que a defesa dos nossos ritmos é benéfica para a nossa identidade cultural, seja de Portugal ou de Angola.

Há muitos anos que Portugal tem sido o palco de sucesso internacional de muitos músicos angolanos.

Os portugueses não estão alheios às sonoridades de Angola, a prova disso, hoje, basta olhar para as canções dos mais jovens. “Na chamada música pimba encontramos um pouco do semba, do kilapanga ou do kuduro”, assegura Lito Graça.

No chamado intercâmbio cultural entre Angola e Portugal, o músico angolano diz que Luanda tem saído a perder quando os artistas partem para a antiga metrópole. Lisboa leva vantagem, a relação é deficitária.

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