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Ausência de dos Santos no funeral de Mandela não deve ser dramatizada - analista

  • Arão Ndipa

Angola e África do Sul têm interesses comuns fortes que não serão afectados por isso

Não deve ser dramatizada a ausência do presidente angolano José Eduardo dos Santos das cerimónias fúnebres de Nelson Mandela, disse o analista político angolano Bernardino Neto.

O analista disse que a ausência de dos Santos de pode dever-se “ a razões de maior” e que portanto “tudo o resto são especulações”.

Neto comentava à Voz da América essa ausência que tem merecido vastos comentários nas redes sociais .

Neto fez notar que Angola e a África do Sul têm “um conjunto de interesses” comuns e que por isso não vai ser a ausência do chefe de estado “ que vai fazer com que venha a descambar todo um processo que foi já construído”.

O analista recordou a história para sublinhar que as relações entre Angola e Nelson Mandela não começaram após a sua libertação mas muito antes da independência quando os nacionalistas das colonias portuguesas se organizavam na Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas.

O analista disse que as relações politicas e diplomáticas entre Angola e África do Sul também foram impulsionadas nos últimos anos, graças á dimensão visionária que Nelson Mandela assumiu para aproximar os dois países, depois de um período marcado por trocas de acusações.

O porta-voz da UNITA Alcides Sakala disse por seu turno esperar que “as futuras gerações sul-africano respeitem este legado de Nelson Mandela e que o seu pensamento continue a iluminar a sociedade africana e sul africana.” Sakala recordou que quando uma delegação da UNITA se avistou com Mandela este disse que se os membros da delegação se quisessem avistar com membros do anterior regime não havia nenhum problema.

O que Mandela fez notar, disse Sakala, é que “uma coisa é o passado que ficava para traz outra coisa é a construção de uma sociedade nova assente numa visão realista”.

“Nelson Mandela como político não se dissocia muito daquilo que era como homem,” acrescentou Mandela.

Ouça as entrevistas aqui

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