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Aumento do desemprego em Benguela divide secretários do MPLA e CASA-CE


Isaac dos Anjos aponta para a crise económica e Francisco Viena critica política do Governo

O primeiro secretário do MPLA na província angolana de Benguela, Isaac dos Anjos, associa o desemprego à crise económica e financeira, mas o seu homólogo da CASA-CE, Francisco Viena, lembra que o fenómeno é resultado da má governação.

Desemprego em Benguela em discussão - 1:24
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Para abrandar a revolta de jovens que se queixam de falta de oportunidades, Dos Anjos apela ao espírito de iniciativas próprias, sublinhando que são imposições próprias de uma economia de mercado.

Francisco Viena critica Governo
Francisco Viena critica Governo

A inquietação de quem não tem uma fonte de rendimentos cresce à medida do fecho de empresas que não resistem à crise, quase que diariamente.

Não há memória de tanta reclamação nos últimos 15 anos, o período de uma Angola em paz e a falar de reconciliação nacional.

“Aqui neste bairro (27) há muita falta de emprego, razão pela qual existe bandidagem. Muitas pessoas são atacadas, já que também não há luz. Mas é o desemprego que leva à frustração da juventude’’, salienta um jovem, ao passo que uma cidadã sustenta, após ter visto rejeitados vários pedidos, que ‘’assim Angola não se desenvolve’’.

Isaac dos Anjos lembra a crise económica
Isaac dos Anjos lembra a crise económica

Em resposta a reivindicações como estas, o primeiro secretário do MPLA e governador provincial, Isaac dos Anjos, apela ao empreendedorismo, mas não perde de vista os efeitos da crise.

“Temos de ver que vários empreendimentos pararam por causa da crise resultante da baixa do petróleo. De qualquer das formas, e porque já lá vão quase quatro anos, temos de recomeçar a subir, cientes de que os problemas estão identificados’’, refere Dos Anjos.

Entretanto, o secretário executivo da CASA-CE, Francisco Viena, recorda que o país não teve uma gestão à altura da alta do petróleo no mercado internacional

RD ‘’O desemprego em Angola, e em Benguela no caso particular, é reflexo da má gestão da coisa pública. O dinheiro que este país facturou entre 2013 e 2014 dava para ter uma agro-indústria a gerar até 4 mil empregos por cada unidade de produção’’, critica o político, apoiado no potencial existente há mais de trinta anos.

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