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Atentados de Paris poderão influenciar o combate global ao terrorismo, diz jornalista português Rui Neumann

  • Redacção VOA

Os atentados de Paris poderão influenciar as alianças globais sobre o combate aos terrorismo, disse à VOA o jornalista e analista português, Rui Neumann.

“Quando se fala da guerra conta o terrorismo é muito vago, porque existem vários movimentos terroristas, “ explicou Neumann, que recordou que “para a França era impossível uma aliança onde estivesse Putin e que pudesse dar uma mão colateral a Bashar al-Assad”.

Com efeito, a França já fez ataques à principal base do Estado islâmico em Raqqa, na Síria. Nessas acções, iniciadas domingo, 15, foi destruído um posto e campo de treinos do movimento.

E François Hollande, Presidente da França, disse esta segunda-feira, 16, que a “Síria era a maior ´fabrica de terroristas´ que o mundo alguma vez conheceu,” e pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para emitir rapidamente uma resolução contra o terrorismo.

Hollande informou aos legisladores franceses que pediu encontros com os presidents Barack Obama, dos Estados Unidos; e Vladimir Putin, da Rússia, para discutir a junção de esforços para destruir o grupo Estado Islâmico.

Depois dos ataques, Paris apresenta-se calma, disse Neumann.

Mas, disse, o facto de existirem na França 1500 mesquitas, das quais 100 radicais, cria um impacto na população, que de “certa forma não se sente segura”.

“As pessoas mostram uma atitude de que não têm medo (…) mais na palavras do que na acção, porque se sente que há um certo receio, sente-se uma certa tensão”.

Neumann disse também há especulações sobre um eventual adiamento da conferência mundial do ambiente, o que os terroristas poderão tomar como vitória, algo que a França não estaria disposta a fazer.

Os ataques em Paris fizeram 129 mortos.

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