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"Assassino nº1" do apartheid na África do Sul em liberdade condicional


Eugene de Kock, à esquerda, Pretoria Set. 14, 1998.

Eugene de Kock, à esquerda, Pretoria Set. 14, 1998.

O ministro sul-africano da Justiça concedeu hoje, 30, a liberdade condicional a Eugene de Kock, um coronel sul-africano da polícia do apartheid conhecido como o assassino número um do regime, responsável por sequestros, torturas e assassinatos de opositores. Michael Masutha justificou a decisão com o "interesse da reconciliação nacional, decidi", mas não revelou as condições da liberdade condicional.

De Kock foi condenado em 1996 a duas penas de prisão perpétua e a 212 anos de prisão pelos crimes cometidos à frente unidade antiterrorista da polícia, que reprimia os activistas contrários ao regime segregacionista da África do Sul.

O ex-coronel reconheceu mais de 100 assassinats, torturas e fraude perante da Comissão para a Verdade e a Reconciliação (TRC), que se estabeleceu em 1995 para esclarecer e, em alguns casos, perdoar os que confessaram crimes durante o apartheid, um regime que durou de 1948 e 1994.

Eugene de Kock, de 66 anos, disse ter actuado a mando do Estado.

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