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As tradições de fim-de-ano pelo mundo

  • Alvaro Ludgero Andrade

Neste último dia de 2013, também conhecido como de São Silvestre, vamos conhecer agora as tradições que existem um pouco por todo o mundo.

No Japão, os festeiros comemoram a chegada do Ano-Novo durante três dias. Na noite de 31, costumam comer macarrão, que representa uma vida longa, além de irem a um templo para pedir boa sorte nos próximos meses.

Os alemães preparam pratos com leitão e enchem as mesas com porcos em miniatura feitos de marzipã (uma massa doce), açúcar, massa de biscoito ou chocolate, pois o animal simboliza boa sorte.

À meia-noite do dia 31, os dinamarqueses costumam subir e pular de cadeiras para banir todos os maus espíritos e trazer boa sorte, além de quebrar pratos nas portas de seus amigos como prova da amizade e lealdade.

Na Holanda, mergulham numa série de lagos, canais e no Mar do Norte.

Os espanhóis comem 12 uvas, uma para cada badalada do relógio. A tradição visa trazer boa sorte para cada mês do novo ano. E ainda reúnem-se em praças para comerem frutas enquanto passam ao redor de garrafas de espumante.

Em Roma, uma das tradições durante os festejos do primeiro minuto de um novo ano é pular da Ponte de Santo Ângelo para dentro do Rio Tibre.

No norte da Europa, os finlandeses despejam estanho fundido num recipiente com água e, em seguida, interpretam o significado do formato do metal. Um coração ou anel pode significar casamento, um navio indica uma viagem, a forma de um porquinho pode ser garantia de abundância de alimentos, e por aí vai. Ninguém leva a sério demais a previsão metálica, é verdade, mas vale a brincadeira.

Em Londres, no primeiro dia do ano ocorre a tradicional “London New Year Parade”, com a participação de artistas de vários países.

Charme é na França, que deu o nome Réveillon à data. A passagem do ano é uma grande festa entre amigos, na qual se saboreia bons pratos, mas sem um menu fixo. Alguns aproveitam para comer o tradicional fígado de pato e ostras cruas.
Mas o ápice da festa, sem dúvida, é a meia-noite, quando todos se beijam e tomam muito champanhe.

Mais a Sul, no Panamá, a tradição da véspera de Ano Novo é confeccionar muñecos, ou sejam bonecos de papel marchê, muitas vezes inspirados em figuras e celebridades (não muito adoradas), e queimá-las em fogueiras para dar adeus a tudo aquilo que não querem para o ano que se inicia.

A passagem do ano no Brasil tem características de todos os povos que colonizaram o país. O nome é francês, a comida é italiana e a festa no melhor estilo brasileiro, com muitos fogos de artifício, confraternização entre os familiares e amigos e ofertas às entidades do candomblé, da umbanda e para os anjos da guarda. A praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, acolhe hoje cerca de dois milhões de pessoas, mas há festas em várias outras praias do país.

Em Portugal, a utilização de roupa interior azul promete sorte para o ano seguinte. Além disso, os portugueses gostam de fazer barulho na noite de passagem de ano, atirando loiça pela janela ou batendo com as tampas das panelas. Tal como em Itália, comem-se doze uvas passas à meia-noite, em cada uma das 12 badaladas do sino à hora certa.

Em São Tomé e Príncipe, as festas invadem o arquipélago em grupos e casas de amigos, mas à meia-noite todos dirigem-se para as praias para aí deixaram o ano velho.

Em Angola, na chamada ceia de fim-de-ano primam mais pelo cozido de bacalhau. Na passagem de ano não importa a roupa mas deve ser de cor branca para não entrar com os males do ano anterior.

Em Cabo Verde, a ilha de São Vicente acolhe a maior festa do país com muita música e banho de mar para tirar o que resta do ano velho. Grupos de amigos saem de casa em casa tocando a música de Boas Festas, imortalizada pelo músico Luis Morais.

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