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Os artistas angolanos estão “ao Deus dará”, Hildebrando de Melo

  • Pedro Dias

Hildebrando de Melo

Hildebrando de Melo

Até o dia 16 deste mês, ele expõe “A história é um objecto”, no Centro Cultural Português em Luanda”.

“O ministério da Cultura não serve os interesses da cultura nacional”, mas sim “à vaidades pessoais”, diz o artista plástico angolano Hildebrando de Melo.

“Oitenta por cento do (pessoal) ministério da Cultura não entende de cultura, estão lá apenas para o verbo encher”, sublinha o artista em entrevista à VOA em Luanda.

“Se servissem à cultura, teríamos salas de exposições, não existe uma galeria nacional,” diz.

Em resultado desse cenário, diz, os artistas estão “ao Deus dará.

A VOA foi ao encontro de Hildebrando de Melo para conversar também sobre a sua nova exposição, “A história é um objecto”, que decorre no Centro Cultural Português até 16 deste mês.

“A história é um objecto” é a primeira mostra de escultura. São 16 obras em metal e formas soldadas, resultado de experimentação em estúdio.

“O trabalho durou dois anos e meio para ser concluído, fruto de um aprendizado de vinte anos”, conta o artista.

“Estas construções estranhas, mas decididamente com formas de criaturas, constituem, de uma maneira ou de outra, confirmações fundacionais das ideias que, de alguma forma, pairavam sobre as obras bidimensionais do artista,” descreve a crítica de arte e galerista Valerie Kabov.

Hildebrando de Melo nasceu no Huambo, no município do Bailundo, em 1978. Fez o curso de pintura na Associação das Lameiras V.N. de Famalicão, em Portugal.

Além da sua terra natal, participou em seminários e exposições na África do Sul, Alemanha, Estados Unidos da América e Portugal.

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