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Artista Liene Bosquê faz três exposições em Nova York

  • Redacção VOA

Performance Collecting Impressions - Peekskill Project 6, da artista Liene Bosquê

Performance Collecting Impressions - Peekskill Project 6, da artista Liene Bosquê

Bárbara Ferreira Santos

Nova York acolhe imigrantes de todo o mundo. Pelas ruas da cidade, observa-se diversas culturas, idiomas e histórias. Um desses imigrantes, a artista plástica brasileira Liene Bosquê, resolveu retratar em três exposições a relação entre Nova York e a memória daqueles que são de outros países.

Formada em arquitetura no Brasil, Liene mostra em suas obras a importância dos edifícios históricos para a cidade.

Celebrando especialmente Nova York, a artista faz três exposições na cidade neste mês, uma delas no conceituado Museu de Arte Moderna, o MoMa.

Na obra Recollections, exposta no MoMa, Liene mostra miniaturas de edifícios que ela colecionou durantes suas viagens pelo mundo. Além de prédios em Portugal, onde viveu e estudou, expõe miniaturas de edifícios da Itália, Espanha, Marrocos, Egito, entre outros destinos.

Essas miniaturas representam os souvenirs, presentes de viagens que nos fazem lembrar com nostalgia os lugares que visitamos, como explica a artista.

Nesta semana, a brasileira também inaugurou sua primeira exposição individual na Galeria William Holman, em Nova York. Usando materiais como gesso, cimento, porcelana e látex, ela mostra paisagens urbanas tridimensionais.

Para esse projeto, Liene capturou detalhes arquitetônicos de edifícios e bairros que ameaçados de desaparecer.

Um desses prédios é a Igreja Zion, a mais antiga igreja Afro-Americana de Syracuse, que fica em um bairro demolido na cidade. Na obra Amez Igreja, Liene mostra as paredes de tijolo que simbolizam o passado do local.

Liene faz parte ainda de um projeto de arte itinerante que retrata prédios históricos de Nova York, principalmente em bairros de imigrantes.

A obra faz parte do Centro de Arte Contemporânea The Hudson Valley Center e convida as pessoas a apreciar a arte contemporânea fora dos museus.

A artista convidou pessoas que tivessem uma história com os prédios para fazer moldes de detalhes da arquitetura com blocos de argila. As impressões colhidas estão expostas pela cidade, ao lado dos prédios que integram o projeto.

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