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Tentar acabar com as mortes causadas pela doença

  • Renato Bittencourt

Tentar acabar com as mortes causadas pela doença

Tentar acabar com as mortes causadas pela doença

A malária pode ser evitada e é tratável, mas, apesar disso, mais de meio bilião de pessoas são infectadas com a doença a cada ano

RENATO- No Dia Mundial da Malária, celebrado recentemente, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou uma nova campanha para tentar acabar com as mortes causadas pela doença.

ANA- Mais de um milhão de pessoas morrem no mundo, a cada ano, por causa da malária, sendo que 90% dos casos ocorrem em África.


RENATO- Ban Ki-moon quer que todo o continente africano tenha acesso às medidas básicas de controlo da doença até o fim de 2010.


ANA- A malária pode ser evitada e é tratável, mas, apesar disso, mais de meio bilião de pessoas são infectadas com a doença a cada ano.


RENATO- - O secretário-geral da ONU anunciou também uma iniciativa oferecendo mosquiteiros tratados com insecticida para todas as pessoas em risco, especialmente mulheres e crianças, em África até o fim de 2010.


ANA- A malária é endémica em 107 países e territórios. É “uma doença sem fronteiras” – este foi justamente o tema do Dia Mundial da Malária.

RENATO- Em 16 dos 20 países africanos para os quais existem dados disponíveis, o uso de redes mosquiteiras impregnadas com insecticida triplicou desde 2000.

ANA- Houve uma redução de 50 por cento nas mortes causadas pela malária em nove países de África, que são...

RENATO- - Guiné Equatorial, Etiópia, Eritreia, Gâmbia, Gana, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Tanzânia e Zâmbia.

ANA- Mesmo assim, a cada 30 segundos morre uma criança.

RENATO- Resta, portanto, muito por fazer para eliminar a malária até 2015, conforme é o objetivo das entidades internacionais que tratam do problema.

ANA- E agora, uma noticia bastante curiosa que nos vem da Inglaterra.

RENATO- Sim, trata-se de um menino de 11 anos que sofre de uma rara doença genética. Ele está a envelhecer a uma velocidade cinco vezes maior do que seus colegas de classe e sofre de artrite e outras condições relacionadas à velhice.

ANA- Harry Crowther, de West Yorkshire, na Inglaterra, sofre de progéria atípica, uma forma um pouco menos severa da progéria clássica conhecida como síndrome de Hutchinson-Guilford.

RENATO-A doença de Harry Crowther é tão rara que seu caso é o único confirmado no Reino Unido. Em todo o mundo, apenas 16 casos são conhecidos, segundo o Great Ormond Street Hospital, onde o menino recebe tratamento.

ANA- Renato, você conversou com o dr. Anibal Sosa, diretor do sector internacional da Aliança para o Uso Prudente de Antibióticos (APUA). Conte lá para os ouvintes o que ele disse.

RENATO- Bem, primeiro lhe perguntei se a penicilina ainda é um medicamento útil.

ANA- Eis o que ele respondeu:
“ Sem dúvida alguma! A penicilina é nos países mais pobres o tratamento usual de doenças como a pneumonia e a otite, sobretudo em crianças de menos de 5 anos”.

ANA- Em seguida você perguntou porque existem tantas pessoas que continuam a usar erradamente os antibióticos.

RENATO- Sim, citei uma pesquisa feita na Europa que diz que 40 por cento da população daquele continente age dessa maneira.

ANA- Impressionante! Vamos ouvir a explicação do dr. Sosa

Isso acontece por causa do seguinte: muitas pessoas pensam erradamente que doenças como a gripe ou a constipação são causadas por bactérias, quando na realidade são causadas por vírus. Um factor que complica as coisas é que o doente pode apresentar sintomas como febre ou secreção de muco esverdeado ou amarelado, o que pode dar a impressão de que o agente causador é uma bactéria. Nada disso. Vírus também causa esses sintomas”.

ANA- Finalmente, Renato, voce quis saber do dr. Sosa a respeito do papel da APUA. Ouçamos o que ele disse:A APUA é uma entidade não-governamental que existe há mais de 27 anos e actua em 64 países, sobretudo na Ásia, África e América Latina. Sua missão é promover medidas para prevenir infecções nos hospitais, lutar para que não sejam ministrados antibióticos a animais e também para que esses produtos não sejam utilizados com risco de contaminar o meio ambiente. Uma boa noticia é que o governo americano acaba de proibir o uso do triclosan , um bactericida muito utilizado. Existe, por exemplo, uma pasta de dente que contém triclosan, embora em quantidade mínima. No entanto, mesmo essa quantidade mínima pode gerar resistência antimicrobiana. “

ANA - Esta foi uma entrevista com o dr. Anibal Sosa, director do sector internacional da Aliança para o Uso Prudente dos Antibióticos, com sede nos Estados Unidos.

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