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A Coreia do Sul Não Será a Primeira a Desencadear um Ataque

  • Paulo Oliveira

A Coreia do Sul Não Será a Primeira a Desencadear um Ataque

A Coreia do Sul Não Será a Primeira a Desencadear um Ataque

Exactamente um mês após a Coreia do Norte ter bombardeado a ilha Yeonpyeong, o sector militar sul coreano realizou uma curta exibição de força.

O presidente sul coreano afirmou às suas tropas ter esgotado a paciência para com Pyongyang.

Elementos do exército sul coreano disparam granadas, enquanto helicópteros de ataque e aviões de jacto largam bombas num exercício que simula a reacção a uma invasão norte coreana num campo de manobras situado a cerca de 30 quilómetros da altamente fortificada fronteira comum.

O presidente Lee Myung-bak dirigiu-se a uma unidade do exército operando na proximidade da Zona Desmilitarizada que divide a península coreana.

O presidente sublinhou que a Coreia do Sul não será a primeira a desencadear um ataque, mas que no caso de um ataque a Coreia do Norte será alvo de uma resposta violenta.

Lee acrescentou ter esperado que a paciência para com Pyongyang iria trazer paz à península coreana, mas que isso provou ter sido um erro.

A agencia de noticias oficial de Pyongyang cita o ministro das forças armadas norte coreanas como tendo afirmado que o exercito, com o apoio da dissuasão nuclear encontra-se pronto para uma guerra sagrada.

O Norte acusa a Coreia do Sul de preparar o desencadear de uma guerra com a realização dos recentes exercícios militares.

As manobras desta quinta-feira fizeram parte da resposta da Coreia do Sul ao bombardeamento a 23 de Novembro da ilha Yeonpyeong. Dois marines sul coreanos e dois civis morreram em consequência do ataque.

O bombardeamento da ilha ocorreu poucas horas as forças armadas sul coreanas terem disparado uma salva de artilharia para as disputadas águas costeiras como parte de um exercício anteriormente anunciado.

Os sul coreanos estão igualmente a realizar um exercício de três dias anti submarinos ao largo da costa leste, região onde a fronteira marítima não é contestada.

As tensões começaram a aumentar na península quando uma unidade naval da Coreia do Sul, explodiu e se afundou, em finais de Março no Mar Amarelo, matando 46 elementos da tripulação.

Uma investigação internacional responsabilizou o incidente a um ataque de torpedo lançado pela Coreia do Norte, tendo Pyongyang desmentido a responsabilidade.

As duas Coreias não têm relações diplomáticas e tecnicamente tem se mantido em guerra desde que em 1953 uma trégua pôs termo aos confrontos da guerra civil.

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