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Quénia: Deputados investigados por tráfico de droga


Quénia: Deputados investigados por tráfico de droga

Quénia: Deputados investigados por tráfico de droga

Seis parlamentares acusados de envolvimento em ilicitos que podem abalar a alta esfera do Estado

Washington, 23 Dez - No Quénia o parlamento está à beira de uma crise sem precedentes depois do anúncio de investigações contra seis deputados alegadamente envolvidos no tráfico de droga.

A denúncia está fundamentada num relatório entregue no mês passado pelo embaixador americano ao ministro da segurança interna.

O anúncio de envolvimento de parlamentares quenianos no tráfico de droga foi tornado público durante uma sessão parlamentar transmitida em directo.

Na ocasião um dos deputados pediu explicações sobre as buscas da polícia à sua casa e ao seu gabinete.

O ministro da segurança interna, George Saitoti que teve responder a solicitação, disse então que tratava-se de investigações sobre o trafico de droga ao nível do estado e envolvendo os parlamentares.

“Fui informado que os suspeitos são honráveis membros do parlamento.”

A lista enviada ao parlamento não incluía entretanto todos os envolvidos. O dossier remetido ao ministro Saitoti é um relatório do embaixador americano no Quénia, Michael Ranneberger, no mês passado. Durante uma viagem pelas regiões costeiras do país, o diplomata americano anunciou que o tráfico de droga estava em crescendo e que representava um perigo. Acrescentou ainda o embaixador que era uma prática alimentada pela corrupção ao mais alto nível do aparelho do Estado.

O diplomata americano falou a propósito a Voz da América.

“Esta é parte e um fardo da cultura de impunidade. Este tipo de coisas não pode continuar, sem a corrupção e o suborno de pessoas. Portanto é todo um esforço para combater a cultura de impunidade.”

O embaixador Michael Ranneberger revelou que os Estados Unidos emitiram interdições de viagens ao território americano de alguns membros seniores do governo queniano suspeitos de envolvimento no tráfico de ilícitos. Ranneberger não deu entretanto detalhes sobre o nome dos políticos em questão, sublinhando apenas que a identidade dos envolvidos em actos ilícitos na região costeira - a pior do país – iria ser mantida em segredo.

A cidade de Mombasa, é um dos principais pontos de trânsito de drogas ilegais, incluindo a heroína e cocaína. Os Estados Unidos prevêem abrir um gabinete regional de combate ao tráfico de droga na região.

O Relatório 2010 das Nações Unidas sobre as Drogas no Mundo aponta o Quénia, Egipto e as ilhas Maurícias como países com a maior percentagem de consumidores de ópium em África. O relatório diz igualmente que dois por cento dos detidos em 2008 no Afeganistão por envolvimento no tráfico de droga, eram cidadãos quenianos.

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