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Coreias: Pyongyang renuncia ataque contra Coreia do Sul


Coreias: Pyongyang renuncia ataque contra Coreia do Sul

Coreias: Pyongyang renuncia ataque contra Coreia do Sul

Depois dos exercícos militares sul-coreanos em Yeonpyeong, a Coreia do Norte parece acalmar o jogo

Washington, 20 Dez - A Coreia do Sul está ansiosamente à espera que a sua vizinha Coreia do Norte cumpra a sua ameaça de ataque militar em resposta ao exercício militar na Ilha de Yeonpyeong, isto apesar de Pyongyang já ter afirmado que não vai lançar ataques contra Seoul.

A manobra militar norte-coreana teve lugar poucas horas depois de uma fracassada reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e do anúncio de um político americano sobre aceitação de inspecções nucleares por parte de Pyongyang.

A Coreia do Sul não deu ouvido aos apelos diplomáticos, ao realizar esta Segunda-feira exercícios militares de tiros de artilharia no Mar Amarelo, durante mais de hora e meia, aumentando assim a confrontação com a Coreia do Norte.

Responsáveis da defesa sul-coreanos disseram que os disparos foram direccionados para o sudoeste, área distante da Coreia do Norte. Mas Pyongyang reivindica esta zona como sendo parte do seu território, e alertou desde o momento do anúncio dos exercícios, de que poderiam conduzir a confrontação.

Um porta-voz do ministério sul-coreano dos negócios estrangeiros considerou entretanto os exercícios como rotineiros e legítimos. O mesmo responsável afirmou tratar-se de acções de defesa e parte do direito soberano do país.

Horas antes do inicio das manobras militares, o Conselho de Segurança das Nações Unidas tinha fracassado na sua tentativa em obter uma posição consensual dos seus membros para a redução da tensão na Península Coreana.

Fontes diplomatas disseram que a China e outros países não especificados não quiseram apoiar o comunicado que condenava a Coreia do Norte pela sua recente hostilidade, incluindo o bombardeamento da Ilha de Yeonpyeong no mês passado.

Em resposta a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, defendeu a decisão da Coreia do Sul em realizar os exercícios. Rice responsabilizou a Coreia do Norte por dois ataques fatais este ano – o afundamento em Março do navio de guerra sul-coreano e o bombardeamento da Ilha Yeonpyeong do mês de Novembro.

O vice-ministro chinês dos negócios estrangeiros renovou os apelos do seu país para a retomada das conversações, e disse que nenhuma das partes deve provocar o conflito.

Ainda hoje, um antigo diplomata americano de viagem a Pyongyang, foi citado pela CNN como tendo dito que a Coreia do Norte aceitou o regresso de inspectores nucleares das Nações Unidas.

Segundo ainda a mesma fonte, o antigo embaixador Bill Richardson, terá dito que os norte-coreanos concordaram em negociar a venda de 12 mil novas varetas nucleares.

Richardson que foi obrigado a retarda a sua partida de Pyongyang por razoes de mau tempo, disse que a Coreia do norte expressou a sua vontade em participar numa comissão militar tripartida, integrando os Estados Unidos e a Coreia do Sul, e para o estabelecimento de uma linha telefónica directa com Seoul para o desanuviamento das tensões.

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