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Angola: Trabalho Infantil em Plantações Chinesas


Chineses em Angola

Chineses em Angola

Exigida investigação por parte do governo

Benguela, 14 de Dez de 2010- O gabinete regional de reconstrução nacional espera que os órgãos competentes esclareçam as denúncias, segundo as quais um grupo de cidadãos chineses tem recrutado crianças na região centro sul de Angola para trabalho forçado nas plantações de arroz na província do Bengo, sob vigilância dos Militares da Casa Civil da Presidência da Republica.

Contactada pela Voz da América, uma fonte ligada a esse organismo, disse que, a exploração infantil é um crime e os acordos entre a China e Angola não prevêem os atropelos as leis nacionais.

A fonte exigiu que, o Instituto Nacional da Criança ( INAC) investigue as alegações e accione todos os mecanismos legais para a defesa dos direitos das vítimas.

Refira-se que os antigos funcionários da referida fazenda disseram a Voz da América que, a crianças trabalham naquela quinta 15 horas diariamente e não beneficiam de nenhum dia de descanso.

Sublinharam ainda que, mais de quinze crianças e cerca de 200 jovens recolhidos nas províncias de Benguela, Kwanza-Sul e Huila vivem naquela quinta sem direito a assistência médica e medicamentosa.

Acrescentaram que, durante a noite todos são obrigados a dormirem em camas de cimento improvisadas e a se cobrir com sacos de adubos para se protegerem do frio.

A UNITA, o maior partido da oposição em Angola, exigira que o executivo assuma todas as consequências decorrentes dos abusos.

Organizações da sociedade civil apontaram que a falta de fiscalização das empresas chinesas que operam em Angola, no âmbito da linha de crédito china, tem potenciado graves violações dos direitos humanos no país.

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