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China está sensível a crise na Península Coreana


China está sensível a crise na Península Coreana

China está sensível a crise na Península Coreana

Diplomatas norte-coreanos presentes na reunião com responsáveis americanos

A China espera poder fortalecer o diálogo com os Estados Unidos sobre assuntos bilaterais, regionais e internacionais, entre os quais a crise na Península Coreana. Como parte do diálogo, uma destacada delegação dos Estados está em Pequim para conversações com entidades oficiais chinesas.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinesa Jiang Yu, disse que entre as entidades oficiais chinesas na reunião da Quinta-feira com o Sub-secretário de Estado americano, James Steinberg, em Pequim, figuram destacados representantes norte-coreanos.

A responsável chinesa classifica a China e os Estados Unidos como sendo nações importantes, membros permanentes do Conselho de Segurança, duas nações, disse, que devem trabalhar em conjunto, fortalecendo o diálogo e a comunicação entre si.

Disse ainda que os dois países têm interesses comuns na Península Coreana depois da Coreia do Norte ter atacado o mês passado uma ilha da Coreia do Sul, perto da fronteira, matando 4 pessoas. A Coreia do Sul ripostou, o que levou a receios da guerra.

O governo americano condenou o ataque norte-coreano, tendo desde então conduzido exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul e Japão, enquanto, por outro lado, as autoridades americanas apelavam repetidas vezes a China para fazer mais relativamente a Coreia do Norte, sua aliada.

Pequim recusa-se a condenar Pyongyang por aqueles ataques, apelando o governo chinês a uma solução diplomática a mais recente crise, criticando os Estados Unidos e a Coreia do Sul pelos exercícios militares que provocaram uma escalada das tensões na Península Coreana.

Por sua vez, Wang Dong, Professor de Estudos Internacionais na Universidade de Pequim, afirma que está optimista quanto aos Estados Unidos e a China chegarem a resolver as suas diferenças no que respeita à Coreia do Norte.

“Tanto a China como os Estados Unidos partilham de um interesse comum na solução da crise nuclear na Península Coreana. Devemos lembrar-nos sempre disso. Na minha opinião, a única diferença entre a China e os Estados Unidos está na forma como encarar o problema como resolvê-lo.”

Também na Quinta-feira antigo embaixador americano, Bill Richardson, falou aos jornalistas a caminho de Pyongyang.

Disse Bill Richardson aos jornalistas que a sua mensagem a ambos os países é que necessitam da paz, de forma a resolverem algumas destas diferenças. É necessário que a Coreia do Norte participe nas iniciativas destinadas a fazer cessar estas acções agressivas sobretudo à Coreia do Sul…

Richardson, actualmente governador do Estado do Novo México, está numa visita particular, não oficial, à Coreia do Norte, não representando, desta feita, o governo americano. Mas disse que iria informar o Presidente Obama acerca da sua visita, no regresso.

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