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Os Pacientes da SIDA Podem Manter-se Saudáveis


Os Pacientes da SIDA Podem Manter-se Saudáveis

Os Pacientes da SIDA Podem Manter-se Saudáveis

O Programa Alimentar Mundial afirma haver crescentes e múltiplas provas que indicam que os pacientes da SIDA podem manter-se saudáveis enquanto continuam o tratamento da doença de que sofrem, tal como demonstra um novo programa das Nações Unidas no tratamento da doença:

A doença HIV-SIDA é muitas vezes descrita como sendo uma enfermidade debilitante, enfrentando os pacientes da mesma um elevado risco de perderem o peso e de não se alimentarem apropriadamente. Além de terem contraído a enfermidade, os pacientes correm altos riscos de contraírem a tuberculose e de morrerem desta doença.

Estudos levados a cabo pela UNOSIDA revelam a existência de cerca de 2.6 milhões de casos recentes de seropositivos, assim como de cerca de 33 milhões de pacientes da SIDA, muitos dos quais à base do tratamento anti-retroviral.

Mas, o Programa Alimentar Mundial afirma que a terapia anti-retroviral apenas não é suficiente para manter saudáveis em vida, os pacientes da SIDA. Martin Bloem, Director do Departamento da Nutrição dos Pacientes da SIDA, afirma que o apoio alimentar é um importante componente do tratamento médico da doença.

Martin Bloem disse à Voz da América que para as pessoas que não têm acesso a abastecimentos alimentares suficientes, torna-se difícil tomar com eficiência os medicamentos anti-retrovirais, enfrentando os pacientes, muitas vezes, perigosos efeitos secundários, aumentando o risco de não surtirem os desejados efeitos os medicamentos que estiverem a tomar:

“temos visto que o tratamento dos enfermos da SIDA nos países em vias de desenvolvimento não produzem os mesmos efeitos do que o mesmo tratamento nos Estados Unidos ou na Europa, por exemplo…no primeiro caso a taxa da mortalidade é duas ou seis vezes maior do que no segundo…nos primeiros meses quando os pacientes recebem o tratamento”.

A grande diferença, afirma o funcionário do PAM,é o acesso à nutrição apropriada. Quando os doentes começam a perder o peso, torna-se necessário alimentarem-se ainda mais e melhor, afim de reconstruírem os seus tecidos e a massa dos músculos, que lhes faziam perder o peso, deteriorando o seu estado de saúde.

Disse Martin Bloem que a estratégia do PAM consiste em vários componentes. Em primeiro lugar, torna-se necessário, afirma ele, fornecer alimentação adequada aos enfermos afim de tornar mais eficiente o tratamento medicamentoso que recebem. Outro componente, igualmente importante, que constitui a nova táctica do PAM, é tentar integrar os pacientes da SIDA num meio ambiente social doutras pessoas que sofrem desta enfermidade, famílias ou outros grupos de pessoas com o HIV afim de assegurar o seu tratamento, tornando ainda mais acessíveis os centros dos produtos alimentares de que necessitam.

Tudo isto, diz o funcionário do Programa Alimentar Mundial, destina-se a assegurar o melhor tratamento e proteger a vulnerabilidade dos pacientes da SIDA.

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