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Joseph Kabila lidera os resultados eleitorais na República Democrática do Congo

  • Paulo Oliveira

Joseph Kabila lidera os resultados eleitorais na República Democrática do Congo

Joseph Kabila lidera os resultados eleitorais na República Democrática do Congo

Viaturas com polícia de choque patrulham as ruas das principais cidades para impedir casos de violência

A tensão foi aumentando na República Democrática do Congo enquanto os resultados do sufrágio presidencial da semana passada começaram a ser conhecidos.

O presidente Joseph Kabila espera sair vencedor tendo obtido 46 por cento dos votos, quando estavam contados mais de dois terços dos boletins depositados nas urnas.

No escritório de Goma de Etienne Tshisekedi, o principal rival de Kabila, Wemba Katina afirmou que não estão à espera dos resultados, mas sim aguardam as instruções do líder.

Katina sublinha que os resultados não são legítimos por que o sufrágio foi viciado logo de início. O povo vai protestar, sublinha, sendo a principal questão saber quando. Katina acrescenta que o seu partido não tenciona incitar à violência, mas que estão preparados para morrer pela sua causa.

Tshisekedi detêm 36 por cento dos votos num sufrágio de 11 candidatos, marcado pela violência, a desorganização e alegações de fraude generalizada.

A Human Rights Watch indicou que pelo menos 18 pessoas foram mortas e cerca de uma centena foram feridas no decorrer de actos de violência que precederam a votação.

Os observadores receiam que os resultados possam levar a uma nova onda de violência no Congo, uma nação ainda afectada pelo mais sangrento conflito desde a Segunda Guerra.

A União Africana, a União Europeia e as Nações Unidas apelaram ao povo congolês e às figuras politicas para permanecerem calmas, e para levarem as alegações de fraude eleitoral para os tribunais, e não para as ruas.

No entanto nas ruas de Goma, apoiantes da oposição sustentam que no caso de Kabila assumir o poder não lhes resta outra opção senão protestar.

Chibe Ntamwira, foi um observador eleitoral do partido de Vital Kamerhe.

Kamerhe apelou à comissão eleitoral congolesa para adiar a publicação dos resultados, sustentando serem falsos e que vão incitar à violência. Ntamwira sublinha recear a violência quando a polícia actuar para dispersar as manifestações.

Ntamwira afirma ter testemunhado numerosas violações, incluindo boletins previamente marcados e a intimidação de observadores.

Na capital nacional, a cidade de Kinshasa as autoridades sustentam que vão tentar cumprir a hora marcada para a divulgação dos resultados, mas que tal pode ser atrasado.

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