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A batata-doce amarela fonte de vitamina A

  • Paulo Oliveira

Prato batata doce

Prato batata doce

A deficiência de vitamina A pode levar a problemas de visão, e constitui um factor na morte das crianças

Um projecto envolvendo batata-doce amarela demonstrou eficácia no fornecimento de vitamina A às mulheres e crianças mal nutridas em Moçambique onde se regista uma elevada deficiência daquela vitamina.

A organização de pesquisa alimentar HarvestPlus pretende reduzir a fome e fornecer micro nutrientes a biliões de pessoas através de alimentos básicos que são fáceis de ingerir, um projecto de cooperação com a World Vision International e o Instituto Internacional de Política Alimentar, que distribuiu batata-doce a mais de 10 mil agregados familiares no norte de Moçambique.

No final do projecto, mais de 70 por cento dos agregados familiares tinham adoptado a batata-doce amarela como alimento básico tendo se tornado, nas crianças jovens, no mais importante elemento da dieta alimentar após o milho e o arroz.

Dan Giligan, um especialista do Instituto Internacional de Política Alimentar, e coordenador do projecto.

“O estudo demonstrou que fornecer batata-doce constitui uma fonte rica de vitamina A, permitindo aos agricultores da província da Zambézia cultivar e consumir a batata.”

Giligan sustenta que era conhecido de estudos anteriores que a batata-doce amarela, contem quantidade suficiente de vitamina A para melhorar a saúde das populações se a ingerirem numa base regular.

A vitamina A é especialmente vital para o crescimento das crianças jovens e para a saúde das mulheres. A deficiência daquela vitamina pode levar a muitos problemas de saúde, a doenças, à cegueira e mesmo até à morte.

“A deficiência de vitamina A pode levar a problemas de visão, e contribui para doenças nas crianças e nas mulheres, e constitui um factor na morte das crianças”.

A resposta à introdução da batata-doce pelos agricultores da província da Zambézia tem sido muito positiva.

“A HarvestPlus e a World Vision International cooperaram na introdução e distribuição através de grupos comunitários, que plantaram no início de cada época de cultura.”

Os agricultores foram extremamente receptivos ao cultivo, tendo o estudo demonstrado que dois terços dos agricultores continuavam a plantar a batata-doce três anos após a introdução.

O projecto teve igualmente êxito no Uganda, estando agora a ser testada em nove outros países de África como um meio de impedir a deficiência da vitamina A.

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