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São Tomé e Príncipe: Governo censura líder da oposição de Cabo-Verde


São Tomé e Príncipe: Governo censura líder da oposição de Cabo-Verde

São Tomé e Príncipe: Governo censura líder da oposição de Cabo-Verde

Carlos Veiga viu a sua entrevista com a TVS cancelada por ordens superiores

Washington, 03 Dez - O antigo primeiro-ministro de Cabo-Verde e líder do MpD, Carlos Veiga foi impedido de dar uma entrevista a TVS - Televisão Santomense - por ordens do governo que acusa a jornalista que o ia entrevistar de criticar o executivo.

Carlos Veiga que já deixou o arquipélago, queixou-se da situação ao primeiro-ministro Patrice Trovoada.

A ordem do cancelamento entrevista com o antigo primeiro-ministro cabo-verdiano foi lhe comunicada pessoalmente, pelo director da TVS, minutos antes de Carlos Veiga entrar no estúdio.

Tudo aconteceu na Quarta-feira, dia 1 de Dezembro e surpreendeu tudo e todos.

O antigo primeiro-ministro cabo-verdiano e líder do MpD, Carlos Veiga tinha a entrevista marcada com a jornalista São Lima, e a conversa iria ser a volta das anunciadas eleições legislativas de Fevereiro próximo em Cabo-Verde. O voto dos eleitores cabo-verdianos em São Tomé, são altamente cobiçados pelos seus dirigentes políticos, e o encontro com as comunidades ali residentes tornou-se em condição sine qua nom para o partido que queira eleger deputados ao nível da diáspora. Aliás foi esse o motivo da visita de três dias de Veiga à São Tomé. Na sua agenda figuravam também encontros com o primeiro-ministro Patrice Trovoada, com o presidente da Assembleia Nacional e com os líderes dos partidos políticos representados no parlamento.

A entrevista de Carlos Veiga com a TVS – Televisão Santomense – era assim um expediente impreterível, pelo que se prontificou e uma horas antes, compareceu avidamente nas instalações da aludida televisão para o tete-a-tete com a São Lima marcada para as 10 da manhã. Foi ali que aconteceu o inesperado. O director da Televisão chega de rompante e anuncia o cancelamento da entrevista. Desde então, caiu o véu e mais uma vez o governo santomense se expos, e as críticas não se fizeram por esperar.

A nossa reportagem tentou sem sucesso obter uma explicação do executivo santomense e até mesmo do director da TVS, a propósito do sucedido. Os nossos interlocutores negaram liminarmente em falar. Um membro do governo disse-nos que na sua íntima convicção o cancelamento da entrevista com Carlos Veiga, teve por objectivo evitar no futuro campanhas políticas de partidos estrangeiros nas antenas da TVS. A mesma fonte disse-nos que o governo evitou assim que o único canal de televisão do país venha a difundir no futuro entrevistas com líderes políticos nigerianos ou camaroneses, países que contam segundo ele com uma expressiva comunidade de residentes em São Tomé e susceptível de ser solicitada a votar nas eleições desses países.

Na verdade, este incidente não ganhou maior dimensão por causa da proficiência de Carlos Veiga. O líder do MpD não se mostrou vexado no momento do incidente e mais tarde teve a oportunidade de queixar-se ao primeiro-ministro Patrice Trovoada, quem segundo fontes da delegação cabo-verdiana pediu desculpas pelo sucedido.

Importa referir que a Voz da América tentou também tentou ouvir o próprio Carlos Veiga que se encontra actualmente em Angola, a caminho de Cabo-Verde, que recusou em falar sobre o incidente.

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