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Angola: População mais consciente dos perigos da SIDA

  • Alexandre Neto

Angola: População mais consciente dos perigos da SIDA

Angola: População mais consciente dos perigos da SIDA

Campanhas de sensibilização parecem estar a resultar.

Em Angola a população angolana parece cada vez mais consciente sobre os perigos do vírus da imunodeficiência adquirida, talvez como resultado das campanhas de sensibilização e dos alertas feitos através dos meios de comunicação social.

No plano estatístico as autoridades continuam a regozijar-se pelos baixos índices de prevalência que o país ostenta aqui na região, ou seja 2.1 porcento, como confirmado por fontes ligadas ao escritório da ONUSIDA.

Este indicador que não reflecte o resultado de estratégias combinadas, vem mais por arrasto como fruto da situação de isolamento que o país viveu, durante o tempo do conflito armado.

Os números variam entretanto nas regiões fronteiriças, chegando a atingir os 5 por cento.

Do ponto de vista do combate em si, a luta contra a Sida tem no topo uma Comissão Nacional que é o órgão coordenador de políticas. Este órgão que se descentraliza em Comissões Provinciais é chefiado pelo presidente da república, relevando assim a importância ,pelo menos do ponto de vista teórico,que o executivo empresta a este fenómeno.

Num plano mais inferior estão os parceiros que são as organizações não-governamentais, o sector privado e as Igrejas.

Esta é uma estrutura, que na prática não funciona segundo afirmou à VOA António Coelho, secretário executivo da ANASO- uma rede de 278 organizações associadas que se desdobram por todo país.

Ainda assim o responsável considera que seria muito forte a qualificação porque diz haver progressos.

Angola é dos poucos países que dispõe de uma lei para a luta contra a doença.
Apesar disso as organizações locais queixam-se da falta de apoios directos. Devido à crise internacional os financiamentos que vinham de fundos externos escasseiam o que pode fazer prever cenários dramáticos para os próximos tempos, segundo o nosso entrevistado.

Um outro obstáculo com o qual se deparam os activistas na luta contra a Sida é o preconceito.
As pessoas têm medo de se pronunciar, porque estão conscientes na maior parte dos casos que se o fizerem são imediatamente discriminadas.

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