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Huíla: Sindicalistas Intimados a Comparecer na Polícia

  • Teodoro Albano

Huíla: Sindicalistas Intimados a Comparecer na Polícia

Huíla: Sindicalistas Intimados a Comparecer na Polícia

Cinco professores ligados ao movimento sindical da Huíla foram intimados a comparecer nesta quarta-feira 1 de Dezembro nas instalações da polícia de investigação criminal.

Na Huíla vários sindicalistas foram intimados a comparecer amanhã nas instalações da polícia criminal. A convocação segue-se às reivindicações de atrasos salariais dos professores daquela província. A convocação foi precedida de várias intimidações aos sindicalistas locais.
Os cinco professores ligados ao movimento sindical da Huíla foram intimados a comparecer nesta quarta-feira 1 de Dezembro nas instalações da polícia de investigação criminal.
Por saber estão os motivos da notificação cujo segredo se poderá desvendar quando os intimados começarem e ser ouvidos pela polícia de investigação criminal
A Voz da América ouviu, Emiliano Sykonekeny, Representante da Central Geral dos Sindicatos Livres e Independentes de Angola, CGSILA, um dos convocados a depor na polícia. Diz ele não fazer qualquer ideia sobre a intimação e revela-se tranquilo perante o facto, “em nenhum momento me recordo ter violado algum preceito, quer seja constitucional quer seja no âmbito de violar a ordem pública, os bons costumes a lei, nunca comigo isso aconteceu”.
No mesmo dia serão ainda ouvidos, todos a título individual João Francisco do SINPROF no Lubango e três outros sindicalistas nos dias 2 e 3 de Dezembro.
Embora os visados não confirmam nem desmentem admite-se que esta ida a polícia possa estar ligada a manifestação de protesto realizada pelos professores a 2 de Outubro na qual se reivindicava dois meses de salários atrasados.
Na sequência, o governador da Huíla, Isaac dos Anjos, num comunicado de esclarecimento público, fizera saber que na marcha teriam saído palavras injuriosas ao seu nome e pelo facto exigia um pedido formal de desculpas sob pena de um procedimento legal, caso tal não se concretizasse, facto que nunca veio acontecer.
Os visados apelam a atenção do país e do mundo sobre o processo,“pelo facto de que as pessoas que foram intimadas estarem todas ligadas aos sindicatos, isto remete-nos a uma atenção muito particular, então nós naquilo que o direito internacional assiste, temos aqui que denunciar temos de nos pronunciar perante este facto e queremos alertar a opinião pública nacional e internacional a estar atenta para de facto acompanhamento sobre o evoluir deste processo”.
O advogado David Mendes da Associação Mãos Livres é o escolhido para acompanhar o processo.

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