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WikiLeaks Divulga Mais Material Confidencial

  • Paulo Faria

WikiLeaks Divulga Mais Material Confidencial

WikiLeaks Divulga Mais Material Confidencial

Mais de 250 mil telegramas classificados enviados de Embaixadas Americanas em todo o mundo para Washington foram publicados indevidamente na Internet. A WikiLeaks publicou os documentos conjuntamente com vários grandes jornais internacionais.

De acordo com o “The New York Times” e vários jornais europeus, os documentos publicados são descritos como variando entre embaraçosos e altamente prejudiciais, com o potencial de afectar adversamente as relações dos Estados Unidos com vários países.

Entre eles, de acordo com os jornais, estão telegramas sugerindo que a Arábia Saudita e outros países árabes pressionaram os Estados Unidos a lançar ataques militares contra o Irão para evitar que Teerão desenvolva uma arma nuclear. Uma aparente mensagem de Abril de 2008 sugere que o rei saudita Abdullah pediu aos Estados Unidos para “cortar a cabeça da cobra”.

Outros telegramas sugerem que o Irão recebeu mísseis sofisticados da Coreia do Norte capazes de atingir a Europa Ocidental e que está a usa-los para construir armas ainda maiores.

As mensagens dizem também que a secretária de Estado, Hillary Clinton, pediu a diplomatas americanos para espiarem outros países nas Nações Unidas – esbatendo as tradicionais fronteiras entre a diplomacia e a espionagem.

O Pentágono declinou comentar sobre o conteúdo dos documentos indevidamente publicados. Mas condenou a publicação como irreflectida, advertindo que a publicação punha em risco as vidas de muitas pessoas inocentes.

A senadora democrata Claire McCaskill, falando no programa de televisão “Foz News Sunday”, pediu uma acção judicial contra a WikiLeaks:

“As pessoas que publicaram indevidamente esses documentos precisam de fazer um exame de consciência sobre o seu patriotismo. Penso que estão a receber a atenção que procuravam. Mas francamente, isso foi feito a um preço muito elevado. Espero podermos saber de onde é que isso partiu e cair-lhes em cima com a força da lei. “

A Casa Branca, num comunicado, afirma que o presidente Barack Obama apoia esforços responsáveis para tornar a informação governamental mais acessível, mas acrescentou que a acção da WikiLeaks é irreflectida.

O senador republicano Lindsey Graham, falando também no programa de televisão “Fox News Sunday” advertiu que a revelação massiva de informação sensível pode danificar os esforços diplomáticos dos Estados Unidos em todo o mundo:

“A divulgação indevida do material é deplorável. Concordo com a avaliação do Pentágono de que as pessoas ligadas ao WikiLeaks poderão ter as suas mãos manchadas de sangue.”

O Departamento de Defesa anunciou ter iniciado uma série de passos para evitar que incidentes similares ocorram novamente.

Depois de a WikiLeaks ter divulgado no princípio do ano mais de 75 mil relatórios secretos da guerra no Afeganistão, o secretário da Defesa, Robert Gates, ordenou duas revisões para determinar que políticas, procedimentos ou falhas tecnológicas contribuíram para a divulgação não autorizada.

A WikiLeaks não identificou a fonte dos documentos, mas suspeitas caem no analista de informações do exército, Bradley Manning, que se encontra sob custódia aguardando julgamento, por alegadamente ter divulgado um vídeo de um ataque de helicóptero no Iraque em 2007 assim como por ter enviado telegramas diplomáticos para a WikiLeaks.

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