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Centenas de professores em Malanje ainda sem colocação


Manifestação de professores em Malanje

Manifestação de professores em Malanje

Os mais de 400 professores admitidos nos concursos públicos dos anos de 2008 e 2010 no sector da educação em Malanje continuam a aguardar pelas respectivas inserções nos aplicativos salariais.

Os mais de 400 professores admitidos nos concursos públicos dos anos de 2008 e 2010 no sector da educação em Malanje continuam a aguardar pelas respectivas inserções nos aplicativos salariais.

A exigência está expressa em dois cadernos reivindicativos produzidos em 2009 e 2010 encaminhadas à entidade patronal, direcções provinciais da Educação, Ciência e Tecnologia, Administração Pública, Emprego e Segurança social, Delegação Provincial das Finanças e ao Governo de Malanje pelo Sindicato Nacional de Professores da região (Sinprof).

O secretário-geral do SINPROF, Graça Manuel afirmou que 102 docentes do provimento de vagas de 2010 recebem os respectivos ordenados, quanto aos demais à solução depende do Ministério das Finanças.

“Os aspectos do professores do concurso de 2008 e 2010, os do concurso de 2008 temos ainda cerca de 362 professores que para serem inseridos na folha salarial, do mesmo modo que no concurso 2010 eram cerca de 212 professores por inserir, mas felizmente foram inseridos 102 professores faltando 110 professores”.

A integração dos professores está a decorrer gradualmente. Graça Manuel disse que existe boa vontade do executivo de Boaventura da Silva Cardoso na superação dos referidos erros.

O impasse continua e a palavra de ordem daquele grupo de jovens e adultos que devem cobrir o déficit existente no sector da educação em todos os municípios de Malanje é o desemprego.

O representante do Sindicato Nacional de Professores que admitiu haver pouco interesse do Ministério das Finanças promete convocar a paralisação das aulas caso o processo não seja resolvido durante o período acordado pela entidade patronal.

“Primeiro a introdução dos seus nomes nas folhas de salário, segundo para voltarmos à carga na discussão sobre os retroactivos, porque é um governo e o governo tem dinheiro para isso.

Hoje ainda constatamos o não pagamento dos directores nomeados, de qualquer modo, também outra carga salarial que está sendo acumulada daí é que o governo tem capacidade, de facto, para pagar isso caso não aconteça o Sinprof tem o último meio para usar, portanto, é a greve”.

Duas manifestações foram realizadas nesta cidade, a primeira de fronte a Direcção Provincial de Educação e outra da sede do Governo Provincial.

Apenas dez directores de escolas recebem os salários consoantes as nomeações.

Vários docentes mesmo sem beneficiarem de qualquer subsídio do governo leccionam em escolas de diferentes municípios de Malanje desde que receberam as respectivas guias de colocação.

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