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Doença destrói as culturas de mandioca na costa leste de África

  • Paulo Oliveira

Doença destrói as culturas de mandioca na costa leste de África

Doença destrói as culturas de mandioca na costa leste de África

Os países mais afectados são a República Democrática do Congo, o Uganda, o Burúndi e o Ruanda

As Nações Unidas revelaram que uma nova doença que está a destruir as culturas de mandioca na costa leste de África pode transformar-se numa epidemia.

A FAO acrescenta ser urgente a atribuição de verbas e de estudos para impedir uma ainda maior devastação da zona.

A FAO sublinha que uma nova variante da Mandioca Castanha está a alastrar através da região dos Grandes Lagos, e que os países mais afectados são a República Democrática do Congo, o Uganda, o Burundi e o Ruanda.

O responsavel da FAO Jan Helsen alertou para as consequencias desastrosas para a região se o alastramento da doença não for contida.

“Se não for feito nada, se não existir apoio técnico contínuo, a nivel das comunidades, o risco será enorme – o risco de uma epidemia é real, com potencial impacto na segurança alimentar de milhões de pessoas.”

Helsen sublinha que a doença infectou já cerca de 30 por cento das colheitas no Ruanda e no Burundi e cerca de 80 por cento no leste do Uganda.

A cassava é mais do que uma simples refeição no leste do continente africano.

A FAO recorda que a cassava fornece cerca de um terço das calorias diárias para as populações dos países onde a doença tem maior prevalencia. É igualmente uma fonte relativamente barata de nutrição para as populações urbanas pobres.

Ao mesmo tempo, a cassava tem se transformado numa fonte importante de exportação. O Instituto de Pesquisa da Política Alimentar avalia que a produção mundial de cassava vai atingir 279 milhões de toneladas métricas em 2020 – ou seja 60 por cento das quais se destinam ao continente africano.

Helsen acrescenta que a FAO está a solicitar aos parceiros regionais, às instituições agrícolas e às comunidades locais para acabarem com doença, e considera a educação um instrumento vital.

“Os agricultores têm de conhecer as práticas de uma boa agricultura. Esta é a vertente sanitária da comunidade. Se reconhecerem os sintomas nas folhas, tem de arrancar a planta”.

Um dos principais obstáculos à contenção da doença é o facto de ter sintomas diferentes de local para local.

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