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Hillary Clinton de visita a Birmânia no próximo mês


Obama disse que há "progressos vacilantes" na Birmânia depois de "décadas de escuridão"

Anúncio do presidente Obama depois da reunião com a líder da oposição birmanesa Aung San Suu Kyi

O presidente Barack Obama anunciou hoje a visita da Secretária de Estado Hillary Clinton à Birmânia no próximo mês.

O jornalista Dan Robinson da VOA diz que o anuncio do presidente representa uma grande e nova iniciativa da politica externa americana para com aquele país.

A poucas horas de sua participação na cimeira anual da Associação das Nações do Sudeste Asiático – ASEAN a ter decorrer em Bali, o presidente Obama disse ter falado com a líder da oposição na Birmânia e prérmio nobel, Aung San Suu Kyi.

O presidente americano que os dois passaram em revista os progressos políticos naquele país onde o governo de preponderancia militar deu inicio a abertura e levantamento de restricções.

Obama disse que no próximo mês a Secretária de Estado Hillary Clinton vai a Rangoon e Naypyidaw a nova capital do país construída pelo regime militar, para debater vias de progresso nas relações entre os dois países.

“Hoje pedi a Secretária de Estado Hillary Clinton para ir a Birmânia. Ela será a primeira secretária de Estado americano a visitar o país em cerca de meio século, e deverá determinar se os Estados Unidos podem implusionar uma transição positiva na Birmânia e abrir um novo capitulo entre os nossos países.”

O presidente Obama disse que os americanos estão profundamente preocupados com décadas acerca da privação dos direitos básicos do povo birmanês, incluindo a perseguição de reformadores democráticos, brutalidade contra as minorias étnicas e a concentração de poder pelos líderes militares.

Ao referir-se ao que chamou de “progressos vacilantes” na Birmânia após “anos de escuridão” Obama apontou as medidas tomadas pelo presidente Thein Sein e o parlamento para dar inicio ao diálogo com Aung San Suu Kyi, libertar prisioneiros políticos, levantar as restricções sobre os médias e abrir o ambiente político.

O presidente Obama qualificou estas medidas de passos mais importantes para a reforma na Birmânia, mas sublinhou que muito precisa ainda a ser feito.

“Continuamos preocupados com o sistema fechado da politica birmanesa, a forma como trata as minorias, detém prisioneiros políticos e a sua relação com a Coreia do Norte. Mas queremos aproveitar o que pode ser uma oportunidade histórica para o progresso e assegurar de forma clara que a Birmania continue no caminho de reformas democráticas e que possa forjar uma nova relação com os Estados Unidos da América.”

Na sua conversa com Aung San Suu Kyi o presidente Obama disse que ela o confirmou o seu apoio aos engajamentos dos Estados Unidos em apoiar no avanço do processo de reformas políticas. O presidente americano disse que o governo birmanês poderá dar um sinal positivo nesse sentido a Hillary Clinton durante a sua visita.

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