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Oposição denuncia fraude no referendo na Guiné-Equatorial


Presidente Teodoro Obiang Nguema é o mais antigo líder africano no poder

Presidente Teodoro Obiang Nguema é o mais antigo líder africano no poder

Governo diz que 99 por cento dos votos até então apurados confirmam a reforma constitucional

Na Guiné-Equatorial os partidos da oposição fora e dentro do país estão a denunciar fraudes, depois do governo ter anunciado que os primeiros resultados do referendo do fim-de-semana validam a reforma constitucional.

Nico Colombant da VOA diz que as mudanças podem reforçar os poderes do presidente Obiang Nguema Mbasogo.

O líder do principal partido da oposição equato-guineense, Placido Mico qualificou o governo do seu país como “uma das mais irracionais ditaduras”. Plácido Mico disse que os resultados que estão a ser anunciados pelo governo foram forjados antes do acto da votação.

Um outro dirigente da oposição e desta vez do partido da Convergência para Democracia Social, Pablo Mba Nsang alegou que as urnas foram simplesmente enchidas de voto. Segundo ele, eleitores pro-governamentais votaram várias vezes, como também votaram em nome de outros, incluindo familiares e pessoas já falecidas.

Responsáveis do governo disseram que já foram contados 3/5 dos votos e 99 por cento dos eleitores votaram a favor da reforma constitucional. O governo não reagiu de imediato as acusações de irregularidades, aliás considerou o processo de pacífico.

Resultados eleitorais com mais de 95 por cento de votos favoraveis ao presidente Obiang Nguema e o seu partido Democrático no poder, tem sido uma norma nas ultimas eleições. O presidente Nguema está no poder desde 1979, e é nesta altura o mais antigo lider africano no poder.

O activista dos direitos humanos da organização Guiné-Equatroial Justiça, Joseph Kraus receia que a mudança constitucional venha a dificultar a implementação da democracia no seu país.

“As reformas estão efectivamente a mudar o sistema governamental de regime parlamentar para presidencial. O presidente Obiang poderá ter a autoridade para nomear o vice-presidente. Ele poderá igualmente assumir a presidencia do tribunal que na realidade deve assegurar o sistema. Ele poderá ser assim o chefe do orgão que regula o equilibirio entre os três orgãos do governo.”

As reformas políticas na Guiné Equatorial destinam-se igualmente a estabelecer o limite de dois mandatos sucessivos do presidente da república, mas o activista dos direitos humanos Joseph Kraus receia que Obinag de 69 anos venha as usar como uma oportunidade para renovar consecutivamente o seu actual mandato que termina só em 2016.

O activista receia também que o filho do presidente, Teodoro Nguema Obiang Mangue, actualmente ministro da agricultura venha a ser apontado eventualmente como vice-presidente.

Apesar desta derrota Joseph Kraus e os membros da sua organização Guiné –Equatorial Justiça, incluindo os activistas exilados no estrangeiro vão prometem continuar a trabalhar para a protecção dos direitos humanos, a boa governação e maior participção civil.

Os resultados finais do referendo devem ser anunciados amanhã Quarta-feira.

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