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G20: Progresso mitigado no final da cimeira


G20: Progresso mitigado no final da cimeira

G20: Progresso mitigado no final da cimeira

Líderes do G20 não foram para além de uma declaração que apela para esforços no domínio comercial

Os líderes mundiais na cimeira do G20 concordaram em esforça-se ao máximo para que as taxas cambiais respeitem as regras do mercado, e planeiam criar mecanismos de previsão das ameaças à estabilidade económica.

Contudo o correspondente da VOA em Seoul, Steve Herman diz que o comunicado final da cimeira é vago em detalhes e não resolve claramente o diferendo existente entre alguns países.

No encerramento esta Sexta-feira da cimeira do G20, o presidente sul-coreano Lee Myung-bak reconheceu que foi difícil obter acordo sobre as questões que mais alimentaram o contencioso do encontro – as taxas de câmbio e os desequilíbrios comerciais, entre as maiores economias do mundo.

Todavia, Lee disse que a cimeira chegou ao fim com bons resultados, e um maior espírito de cooperação internacional.

O primeiro-ministro britânico David Cameron fez igualmente eco desse sentimento, sublinhando que, o facto de os líderes mundiais se terem reunidos em Seoul, os obriga a tomar decisões a favor do mundo, e não apenas em benefício das economias dos seus países.

Os líderes do G20 apelaram ao fim das desvalorizações monetárias que tenham por propósito sustentar as exportações. Pediram igualmente às economias avançadas e especialmente as de maiores reservas monetárias para estarem vigilantes contra os excessos da volatilidade e da desordem dos mercados.

O presidente Barack Obama realçou a importância da reforma do Fundo Monetário Internacional e das regulações financeiras como um passo significativo.

“Isso faz-me certa confusão, quando as notícias referem a conflitos, enquanto na verdade o comunicado final reflecte uma consensual e difícil vitória que as vinte maiores economias se propõem.”

Obama reconheceu que o facto de o acordo não conter cláusulas obrigatórias faz com que os membros do G20 não possam exercer pressões, quando algum país concorrer em práticas comerciais injustas.

O presidente americano reiterou igualmente que a moeda chinesa está desvalorizada, e é um problema que não pode ser resolvido de noite para dia, mas com o qual o mundo vai ter que lidar.

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