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Escravatura foi "resultado de alianças com líderes africanos"


J Gonçalves economista angolano

J Gonçalves economista angolano

Economia angolana continua a ser "extractiva"


A economia de Angola foi e continua a ser uma economia extractiva, disse Jonuel Gonçalves autor do livro " A Economia ao Longo da História de Angola" publicado quinta-feira em Luanda.

Numa entrevista à Voz da América, Jonuel Gonçalves diz que dividiu a história económica de Angola em quatro períodos distintos, nomeadamanete " Angola no mercantilismo", seguido da "colonial estagnação", a "economia do ultra-colonialismo" e finalmente o período pós-indepêndencia.

"O que se encontra de continuidade ao longo de isso tudo é o extractivismo," disse Gonçalves para quem a própria escravatura era uma economia de extractivismo, "o extractivismo de seres humanos".

Jonuel Gonçalves fez notar que a escravatura foi o resultado de uma "grande aliança de interesses internacionais", aliança essa a que pertenciam líderes mercantilistas europeus "com vários líderes africanos que viram na escravatura de massa uma possibilidade de enriquecimento".

Para o economista não há ainda mudança de uma economia extractiva em Angola.

No país assistiu-se recentemente a "uma grande privatização" que levou a uma acumulação de capital conseguida através de "vários métodos."

"Isso vai dos métodos de lucro e poupança até métodos deliquentes a vários níveis," disse.

Escute a entrevista carregando na barra azul no topo.




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