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UNITA de Benguela acusa MPLA de intimidação

  • António Capalandanda

Vitorino Nhany, secretário provincial da UNITA em Benguela, durante a conferência de Imprensa

Vitorino Nhany, secretário provincial da UNITA em Benguela, durante a conferência de Imprensa

Secretário provincial da UNITA acusa MPLA de preparar assassinato de dirigentes da oposição

O maior partido da oposição angolana acusou o MPLA no poder de usar da intimidação e violência contra os seus opositores.

Em conferência imprensa, Vitorino Nhany secretário provincial da UNITA em Benguela disse que o país mostra alguns sinais preocupantes de conflitos sociais crescentes, desconfiança continuada e assassinatos de oponentes políticos.

Segundo aquele dirigente na oposição, após o assassinato do Secretario Municipal no Bocoio, Armindo Sikaleta, supostamente pela polícia secreta angolana, a situação tende agravar-se em Benguela, o que segundo disse se circunscreve numa lógica traçada de esvaziamento do movimento de liberalização política em Angola.

Em carta à Igreja Católica, ao Comandante provincial da polícia e ao delegado dos (Serviços de Inteligência e Segurança de Estado) SINSE, a UNITA chama atenção a estas entidades sobre eventuais planos do regime angolano em silenciar os seus secretários províncias do Huambo, Liberty Chiyaca e o de Benguela.

Enquanto aos jornalistas, Nhany disse que apesar de se ter assinado os acordos de paz a 4 de Abril de 2002, o regime angolano rejeita a plena integração da UNITA na vida política nacional na qualidade de partido político cuja acção, disse, é fundamental para a consolidação do processo democrático e de reconciliação nacional.

“ Nós que em nome da paz desarmamos e entregamos os nossos homens para integrarem as Forças Armadas Angolanas (FAA) e outros para reforma militar, não vemos os frutos desse entendimento político,” disse afirmando que "em Benguela cerca de 3 dezenas de quadros foram assassinados em época de paz.”

No carta a que Voz da América teve acesso, o maior partido na oposição angolana dá conta que teria partido de Luanda para a cidade de Benguela, um comando natural do Cunene para assassinar Vitorino Nhany, tendo já começado a controlar os movimentos do político.

Indica ainda que uma outra equipa saída também da capital angolana Luanda encontra-se no Huambo para a eliminação física de outros dirigentes da UNITA.

“O método para eliminação física do secretário provincial da UNITA no Huambo, passa pela simulação de acidente de viação,” disse o dirigente, advertindo que “ todo tipo de maquinação tendente a eliminação de membros da direcção do partido em nada irá afectar a dinâmica da organização”


Em relação ao processo eleitoral, Vitorino Nhany disse haver uma crise, porquanto se observam fenómenos de desordem e um ambiente de incertezas.

“ Há desordem porque não se respeita o artigo 107º da Constituição da Republica de Angola” comentou Nhany, acrescentando que, “ há incertezas porque o povo reconheceu que como dono do poder político, está sendo substituído por um partido político que pretende ocupar o seu lugar e que para isso deixou de ser soberano e passou para a manietação".

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