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Eleitores liberianos divididos com apelo da oposição ao boicote das eleições


O anúncio de desistencia de Winston Tubman deixa o caminho aberto à reeleição de Ellen Johnson-Sirleaf de quem os opositores evocam que a legitimidade vai depender da afluencia as urnas

O anúncio de desistencia de Winston Tubman deixa o caminho aberto à reeleição de Ellen Johnson-Sirleaf de quem os opositores evocam que a legitimidade vai depender da afluencia as urnas

Segunda-volta das presidenciais tem lugar na Terça-feira, Winston Tubman abandona e deixa Sirleaf com garantias de reeleição

Na Libéria o dia de hoje é dedicado a reflexão dos eleitores que deverão eleger amanhã na segunda-volta das presidenciais a presidente cessante Ellen Johnson-Sirleaf depois do anuncio da desistencia do candidato da oposição e antigo ministro da justiça Winston Tubman.

O correspondente da VOA Scott Stearn diz que Winston Tubman o segundo mais votado na primeira volta renunciou-se e está apelar ao boicote das eleições sob alegações de fraude.

A presidente Sirleaf diz que as eleições de amanhã é a favor da nova geração de crianças liberianas cujo sono e escolaridade não foram interrompidos por estrondo das armas.

Num país ainda em recuperação dos 14 anos de guerra civil, a presidente cessante diz que o futuro está em perigo por causa do boicote da oposição.

“Devemos saudar a paz. Devemos alimentar a esperança e assegurar que o nosso destino é irreversível. O senhor Winston Tubman apelou aos liberianos a abandonarem o seu privilégio e direito de voto.”

A presidente Ellen Johnson-Sirleaf diz que o apelo ao boicote de Tubaman viola a constituição ignorando a lei fundamental que os liberianos concordaram em defender. Tubman respondeu por sua vez que a presidente Sirleaf está a enganar os eleitores e a desviar a constituição, uma vez que o povo tem também o direito a não votar.

“Não existe nada na nossa lei, que obriga os liberianos a votar. Eles são livres a votar ou a não votar. E apela-los a votar ou não, nada tem a ver com a violação da lei.”

A Libéria parece assim dividida na véspera das eleições, com os apoiantes de Tubman e de Sirleaf a defenderem os seus candidatos.

Bobby Gibson é membro do partido de Winston Tubman que considera que a presidente Sirleaf está enganada se pensar que a eleição de amanhã tem alguma legitimidade.

“O que vai acontecer na Terça-feira vai ser um mero faz de conta, para a Senhora Sirleaf e os seus agentes, porque eles irão ser os únicos a votar.”

Amélia Jones uma apoiante de Ellen Johnson-Sirleaf diz que a presidente cessante tem feito um grande progresso ao reconstruir as infra-estruturas destruídas durante a guerra. Jones afirma que o partido de Tubman decidiu abandonar por saber que o candidato vai perder.

“Ela fez com que o país esteja em paz. Ela reparou estradas, água corrente e electricidade e fez com que dormíssemos sem sobressaltos. O partido CDC a meu ver abandonou por saber que não irá ganhar. Não o queremos.”

Seja como for o boicote da oposição confirma a reeleição da presidente cessante. A equipa de campanha de Sirleaf espera que pelo menos 70 por cento dos eleitores da primeira volta possam votar amanhã. A oposição contudo afirma que uma fraca afluência as urnas vai determinar a legitimidade do mandato da presidente ao mesmo tempo que alerta para fraudes eleitorais.

Entretanto ao longo do dia de hoje, registaram-se recontros entre a polícia liberiana e manifestantes da oposição em Monróvia, tendo morrido pelo menos uma pessoa nas vésperas da segunda volta eleitoral.

A polícia disparou gás lacrimogéneo contra centenas de pessoas que atiravam pedras aos apoiantes do ex-ministro de Justiça Winston Tubman, opositor do da titular Presidente Ellen Johnson -irleaf.

O correspondente da Voz da América, Scott Stearns na capital liberiana disse que a situação continua muito tensa enquanto os manifestantes se confrontam com a polícia.

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