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A 4 de Novembro de 1979, Assaltada Embaixada Americana em Teerão

  • Paulo Oliveira

A 4 de Novembro de 1979, Assaltada Embaixada Americana em Teerão

A 4 de Novembro de 1979, Assaltada Embaixada Americana em Teerão

Faz hoje trinta anos, que o presidente democrata Jimmy Carter e o vice-presidente Walter Mondale perderam a reeleição para o candidato presidencial Ronald Reagan e o companheiro de lista George Herbert Walker Bush.

Em livros separados reflectindo os anos em funções, Jimmy Carter e Walter Mondale evocam os acontecimentos que influenciaram o sufrágio de 1980.

A derrota ficou a dever-se ao aumento do índice de desemprego, à incerteza económica e à crise de reféns no Irão que se arrastou durante 444 dias.

Para a publicação do “Diário da Casa Branca”, o vigésimo sexto livro de Jimmy Carter, o antigo presidente passou em revista mais de cinco mil páginas de anotações enquanto esteve na Casa Branca.

Carter sustenta que o livro permite aos leitores uma visão do que se passava no seio da administração.

O livro oferece o conhecimento de muitos momentos definidores do tempo de Jimmy Carter na Sala Oval, incluindo a crise dos reféns no Irão.

Revolucionários iranianos assaltaram, a 4 de Novembro de 1979, a embaixada dos Estados Unidos em Teerão, fazendo reféns 52 americanos.

O antigo presidente sustenta que o incidente conduziu ao maior desafio da política externa da sua administração.

No seu livro de memórias, “Uma boa luta: Uma vida na política liberal”, o vice-presidente de Carter, Walter Mondale, apresenta as iniciativas da administração para obter a libertação dos reféns.

Entre as iniciativas esteve a 24 de Abril de 1980, uma complexa operação militar, um plano que previa o uso de vários helicópteros e outros aparelhos militares, a serem estacionados num deserto iraniano.

Carter, que aprovou o plano recorda que os helicópteros que transportavam elementos da Força Delta – unidade de elite do exército – deveriam voar até ao edifício da embaixada americana em Teerão, libertar os reféns, e regressarem ao ponto de concentração onde se encontravam aparelhos que os deveriam retirar do Irão.

“O número mínimo de helicópteros era de seis. Decidi que fossem oito. Um dos helicópteros, de forma inexplicável deu a volta tendo regressado ao porta-aviões. Um outro despenhou-se no deserto, e um terceiro teve uma fuga hidráulica tendo embatido contra um dos aviões C-130.”

A missão acabou em falhanço. Oito militares dos Estados Unidos e um civil iraniano morreram em resultado da queda. Walter Mondale admite ter sido o pior dia da administração.

O fracasso da missão danificou a credibilidade de Jimmy Carter e Walter Mondale perante a opinião publica norte americana. O incidente ocorreu sete meses antes do sufrágio presidencial de 1980, e contribuiu para a derrota de Carter frente a Ronald Reagan.

“O aniversário exacto da captura dos reféns foi o dia da eleição. Os meios de comunicação estavam obcecados com o aniversário e o facto de não ter conseguido a sua libertação. Esta foi a principal causa que me fez perder, já que Reagan obteve menos de 51 por cento do voto popular e quase 91 por cento do colégio eleitoral.”

Nos livros, tanto o antigo presidente como o seu vice-presidente escrevem sobre a frustração e o cansaço dos dias finais do mandato, que culminaram com o dia da Inauguração.

A 20 de Janeiro de 1981, o líder revolucionário iraniano o Ayatollah Khomeini esperou que Ronald Reagan prestasse juramento antes de permitir que os reféns americanos deixassem o espaço aéreo iraniano no voo de regresso à liberdade.

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