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Dia de Finados: "O ser humano deve ser dignificado com e sem vida"

  • Teodoro Albano

Dia de Finados: "O ser humano deve ser dignificado com e sem vida"

Dia de Finados: "O ser humano deve ser dignificado com e sem vida"

Vigário da Sé Catedral do Lubango exorta à transmissão do "património de valorização da vida" aos mais novos



Os caminhos desta quarta-feira foram dar aos campos santos, vulgarmente conhecidos por cemitérios. As razões são conhecidas, assinala-se o dia dos finados, dos fiéis defuntos refere a igreja católica.

Para muitos hoje está a ser o dia de relembrar os entes queridos que nos precederam na morte, e para outros mesmo para campanhas de limpezas sobre as campas e disposição de flores no cemitério.

Sobre a data, o vigário paroquial da Sé Catedral do Lubango, padre Jonas Pacheco, revela que a igreja dá valor a celebração, porque, segundo suas palavras, o ser humano deve ser dignificado com e sem vida.

“Neste dia a igreja reza pelas pessoas que já faleceram e nós acreditamos que de certamente forma continuamos em comunhão com estes nossos irmãos que já partiram, portanto, liturgicamente o sentido é este”.

O sacerdote católico criticou alguns comportamentos sociais, que tendem a desrespeitar os mortos e apontou o estado de abandono de alguns cemitérios pelo país como sinal revelador, daquilo que qualifica de dura realidade.

De acordo com o padre Jonas Pacheco, o resgate dos valores morais e consequente respeito pelos mortos passa pelo investimento no ensino e na busca pela nova geração das boas referências deixadas pelos mais velhos.

“Estamos de facto num nível tão baixo de valores que nos deve ajudar a reflectir. Fala-se da recuperação de valores, mas eu creio que o caminho que se está a seguir não é aquele, não pode ser o da propaganda, deve ser o do investimento nas escolas, nas comunidades em palestras em encontros", disse.

Adiante ser preciso "aproveitar a experiência dos mais velhos para transmitir a nova geração que há um património e nós angolanos a nossa história a história africana da valorização suprema da vida, mas também da consideração alta pelo morto pelos lugares santos”.

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